A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 10/08/2020
O surgimento do mercantilismo e o acúmulo de metais primitivos fez as pessoas acreditarem que o material na natureza é ilimitado. Porém, no século XX, surgiu o conceito de desenvolvimento sustentável, ou seja, a conciliação do progresso econômico entre o desenvolvimento de recursos e a proteção da natureza. Então, sua importância para a sociedade é óbvia. No entanto, obstáculos como a desvalorização da educação ambiental e o descaso do poder público dificultam o desenvolvimento sustentável.
Vale ressaltar que a educação ambiental é subestimada. Segundo o filósofo Max Horkheimer, a sociedade é cheia de razão instrumental, ou seja, valoriza-se o cientificismo. Baseando-se nisso, pode-se inferir que embora a educação ambiental seja obrigatória por lei, o ensino é desvalorizado. Isso pois os métodos em sala de aula são orientados por valores de cunho social, que por sua vez não são valorizados pela situação atual. Portanto, devido à aparente desvalorização do assunto, os cidadãos tornaram-se reticentes em abordagens ambientais.
Além disso, a falha no poder público exacerbou o impasse. Para o filósofo Edmund Burke, a sociedade tem uma longa história no passado. Portanto, como a implantação da República brasileira ficou à mercê dos interesses dos latifundiários, a estrutura de hoje ecoou. Destarte, medidas governamentais atuais, como a extinção do Ministério do Meio Ambiente, favorecem as posições ruralistas, que por sua vez dificultam o uso pleno do desenvolvimento sustentável, por utilizarem tecnologias de degradação, como o uso pesado de pesticidas, inseticidas e agrotóxicos.
Portanto, o Ministério da Educação deve reformar o currículo da educação, com objetivo de tornar a educação ambiental um curso obrigatório. Sendo assim, espera-se que os cidadãos valorizem essa matéria. Além disso, para garantir a postura positiva do poder público, o legislador deve adotar a proposta do deputado federal de alterar a legislação ambiental para torná-la mais restritiva, aumentando os subsídios aos que utilizam grandes quantidades de substâncias químicas prejudiciais à saúde.