A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Na série produzida pela Netflix, The Society, em que adolescentes ficam presos em uma cidade sem saber por quanto tempo teriam comida e recursos como eletricidade e água, precisam pensar em uma forma de desenvolvimento sustentável. Não seria viável viver cada um por si: seria necessário racionalizar o uso dos recursos da natureza e dos alimentos, limitados, para garantir a sobrevivência coletiva. Embora esse seja a trama da série, não há dúvidas da realidade do problema envolvendo sustentabilidade. Um dilema tanto ficcional quanto real no século XXI.
Primeiramente, a falta de mantimentos é uma preocupação histórica e futura. De fato, Thomas Malthus, economista do século XVIII, era bem pessimista: para ele, a humanidade sempre iria se defrontar com a escassez de alimentos. Sendo que, em 1798, ele publica um artigo “Um ensaio sobre o princípio da população”, defendendo a tese de que o povo cresce em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos cresce em progressão aritmética, um descompasso que provoca a fome e estimula a disputa entre os homens. Hoje, a saber, a fome no mundo ainda é relacionada ao crescimento populacional, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 850 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica. A organização chegou a prever que a produção alimentar tem que aumentar 70% até 2050 para dar conta dos 2,3 bilhões de pessoas a mais que haverá no planeta.
Segundamente, o problema se agrava ainda mais com a mudança climática e seu desencadeamento na escassez da água. A previsão é que o aumento das temperaturas e chuvas mais variáveis reduza a produtividade das culturas em muitas regiões tropicais em desenvolvimento, onde a segurança alimentar já é um problema, relata a Organização Mundial da Saúde (OMS). E de acordo com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, baseada nas tendências existentes, a escassez de água em alguns lugares áridos e semiáridos causará o deslocamento de 24 milhões a 700 milhões de pessoas até 2030. Visto tais contextos, reflexiona-se a importância de uma sustentabilidade.
Levando em conta o que foi observado, é necessária uma ação da OMS em parceria com ONG’s, que devem criar projetos voltados para a sustentabilidade, como promover a disseminação de conhecimento para adotar pequenas atitudes no dia a dia que podem fazer a diferença para uma sociedade mais equilibrada e justa. Preferir alimentos naturais e orgânicos, por exemplo, ajuda na preservação do solo, do ar, da água e principalmente da saúde. E sobretudo, na preservação dos recursos naturais, favorecendo o consumo consciente e a redução dos resíduos que podem afetar a qualidade do meio ambiente.