A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 08/09/2019

A Eco-92 foi uma conferência internacional realizada no Rio de Janeiro, em 1992, que tinha como objetivo estabelecer parâmetros e metas de preservação ambiental entre as maiores potências do mundo. Entretanto, quando se observa o atual cenário nacional, verifica-se que esse ideal de preservação não está presente. Nesse contexto, a importância do desenvolvimento sustentável no Brasil se interpõe como pauta que merece ampla discussão em pelo menos dois aspectos: o educativo e o econômico.

Em primeira análise, cabe pontuar que a questão educacional é agente ativa nessa problemática. De acordo com Anísio Teixeira - renomado educador brasileiro do século XX - a escola é a ferramenta necessária para promover transformações na sociedade. No entanto, a ausência de uma disciplina escolar que trate das problemáticas ambientais impossibilita que a população adote práticas de consumo ecologicamente corretas. Desse modo, verifica-se que a abordagem ineficiente das instituições de ensino acerca do desenvolvimento sustentável é um desafio a ser combatido, haja vista que prejudica a valorização e a preservação natural do país.

Ademais, convém frisar que a questão econômica também gera influências sobre a sustentabilidade. Isso ocorre porque o Estado flexibiliza as leis e as fiscalizações sobre as grandes indústrias em prol de maiores arrecadações tributárias. Não obstante, esse fenômeno representa riscos ao meio ambiente, uma vez que aumenta o poder das empresas sobre suas áreas de atuação e eleva consideravelmente o consumo de recursos naturais e a possibilidade de acidentes. Um exemplo disso foi a catástrofe ocorrida no município de Brumadinho, em 2019, na qual o rompimento de barragens com rejeitos de minério da empresa Samarco resultou na morte de mais de 200 pessoas, além de perdas irreparáveis à biodiversidade da região.

Levando em consideração esses aspectos, torna-se evidente que essa conjuntura possui entraves que precisam ser revertidos. Logo, o Ministério da Educação deve abordar esse tema de maneira mais ampla nas escolas, por de atividades extra classe, debates e palestras que discutirão os problemas ambientais de forma mais efetiva, com o apoio de biólogos e ONGs, de modo que a população reconheça a importância da preservação ambiental e do consumo consciente. De outra parte, o Governo Federal deve intensificar as fiscalizações sobre as grandes indústrias, através de leis mais rígidas e da contratação de mais profissionais desse setor, com o auxílio do Congresso Nacional, a fim de diminuir os índices de incidentes e o consumo exacerbado de recursos. Assim, uma vez instituídas tais ações, os problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável serão, de fato, minimizados.