A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 04/09/2019

O Relatório de Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, foi desenvolvido em prol de evitar destruições ambientais e desequilíbrios climáticos, na qual exigiria uma série de medidas ecológicas e sustentáveis. No entanto, a falta de efetividade é visível no Brasil, o qual é constituído por ricos ecossistemas e possui grande potencial em recursos renováveis, todavia encontra-se inúmeros problemas ambientais decorridos do desmatamento e grandes poluições, que expõe a falta de ética ambiental, além disso, há intensiva exploração ambiental com finalidades lucrativas, que desrespeita a natureza e os direitos e bem-estar da população.

Primeiramente, é de suma importância o conhecimento da sociedade brasileira sobre os problemas ocasionado pelo desmatamento e poluição, como o aquecimento global, a crise hídrica, chuva ácida e entre outros que implicam diretamente na vida e bem-estar da humanidade. Sendo assim, através da compreensão ambiental da sociedade, pressupõem-se o desenvolvimento de ações sustentáveis visando a conservação na natureza, logo, zelando pela humanidade e os demais seres. Segundo o filósofo Hans Jonas, a modernidade, com o advento do domínio da natureza possui uma grande responsabilidade, tendo em vista que as ações humanas sobre a natureza podem ser devastadoras e irreversíveis. Nessa lógica, é possível compreender a importante relação da ética sobre o uso das tecnologias acerca da natureza e o consumo dos seus recursos, inferindo uma consciência coletiva de um mundo sustentável e esclarecido de suas responsabilidades.

Ademais, o desmatamento em larga escala para a exploração de recursos naturais, como também o uso impróprio de terras, como para a implantação do agronegócio é pertinente da mentalidade de lucro e consumo. De acordo com o MMA (Ministério do Meio Ambiente) o principal vetor para o risco de extinção dos Biomas brasileiros é a intensificação da produção agropecuária. O agronegócio corresponde cerca 23% do PIB nacional, de acordo com a CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia), o que sobre uma ótica corresponde um número animador, no entanto, não é uma realidade positiva, tendo em vista que essa renda está centralizada numa minoria. Nesse contexto, é visível que a busca pelo desenvolvimento e lucro imediato afeta o ambiente, logo afeta diversos seres vivos.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação com Mídia, propaguem informações acerca dos problemas ambientais e as medidas sustentáveis essenciais para a preservação do meio, através de palestras e projetos, para assim a sociedade desenvolva ações sustentáveis, além disso urge que o Estado, por meio de leis mais rígidas e eficazes, limite ações como do agronegócio, aplicando multas e aumentando a fiscalização, a fim de conservar mais áreas ambientais e evitar maiores desastres. Somente assim a sociedade poderá desenvolver-se em equilíbrio ambiental, social e econômico