A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Segundo o político e sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, a pior guerra que pode acontecer é a contra os recursos naturais do planeta. Desse modo, cabe relacionar a frase com o contexto brasileiro, em que o desenvolvimento exacerbado das empresas, nos últimos anos, vem prejudicando o meio ambiente, o que gera impactos agressivos no modo de vida da população. Assim, cabe analisar com maior amplitude as causas e consequências dessa nociva produção no Brasil contemporâneo.

Em análise primária, vale ressaltar como o capitalismo, vigente desde o século XV, é o grande responsável pelos graves problemas relacionados à natureza. No livro “A história das coisas”, Anne Leonard discorre como esse sistema que visa o lucro, somente, impacta a flora e a fauna desde a extração até o descarte dos produtos. Para exemplificar essa agressão, segundo o site G1, o atual governo brasileiro, de janeiro até o mês de agosto de 2019, legalizou o uso de mais de 250 agrotóxicos nas plantações do país. E, sabendo que tais produtos químicos são utilizados para o aumento da produção e, consequentemente, do lucro, é possível compreender a prejudicial relação existente entre o capitalismo e os graves problemas ambientais enfrentados hoje.

Por conseguinte, a natureza não suporta os impactos provenientes desse agressivo sistema. Rachel Carson, em sua obra “Primavera Silenciosa”, evidencia como o uso do DDT, um fertilizante muito usado na década de 50, danificou o sistema reprodutor das aves dos Estados Unidos, o que resultou na extinção de muitas espécies locais. Além disso, merece destaque o acidente da empresa Vale, em que uma de suas barragens de minérios se rompeu, em janeiro de 2019, o que prejudicou tanto a população quanto a vegetação de Brumadinho (Minas Gerais). Assim, é notório que o necessário desenvolvimento humano seja reformulado de forma a atender e respeitar os limites das natureza.

Diante dos fatos supracitados, portanto, urge que medidas sejam providenciadas para a erradicação do imbróglio no país. Para que a sociedade consiga se sustentar e, ao mesmo tempo, contribuir com o fim do uso de agrotóxicos, cabe ao Ministério do Comércio, em parceria com cultivadores da região, o oferecimento de feiras alimentícias regulares em praças públicas, pois incentivará o comércio local e proporcionará uma alimentação mais saudável à população. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve criar pontos de coleta nas cidades, para que os materiais estragados ou sem uso, como aparelhos telefônicos e computadores, possam ser devolvidos às empresas que os criaram e, assim, corroborar com a fabricação sustentável e evitar a extração desnecessária dos recursos naturais. Desse modo, somente, o Brasil conciliará o desenvolvimento com o tão importante meio ambiente.