A importância de garantir acessibilidade para todos

Enviada em 09/02/2022

Esparta ,cidade-estado da Grécia, foi pioneira no desenvolvimento do campo social. Entretanto, os bebês eram mortos assim que se identificasse algum tipo de deficiência, acreditava-se que isso representava fragilidade e era importante manter a sociedade se desenvolvendo de maneira uniforme, forte e ‘’perfeita’’. Para além do recorte histórico, o cenário aludido é vivenciado em solo brasileiro, à medida que a pessoa portadora de deficiência encontra-se marginalizada da sociedade, principalmente as crianças nas escolas, onde ocorre a primeira socialização fora do âmbito familiar, corroborando a manutenção da problemática.

Em primeiro plano, mais de 20% da população brasileira apresenta algum grau de deficiência, conforme levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ademais, conforme o Estatudo da Pessoa com Deficiência, entende-se que a deficiência pode ser de natureza sensorial, mental, física e entre outras, e pode se apresentar de diversas formas e níveis dentro de espectros. Logo, o deficiente já na infância sentirá que sua participação efetiva na sociedade é comprometida devido a sua condição, potencializada pelo despreparo do corpo estudantil em atender a suas especifidades.

Outrossim, segundo Djamila Ribeiro, sociológa brasileira, o primeiro passo para resolver um problema é retirá-lo de seu lugar de marginalidade, tornar a questão visível para que ela venha a surgir em reflexões de propostas de melhorias. A criança enquanto inserida em seu seio familiar receberá apoio e terá um canal de diálogo para se comunicar e expressar. Porém, na escola,sem a supervisão familiar, verá que o silenciamento social sobre seus problemas é amplamente aceito por uma maioria que dita os padrões de comportamento.

Portanto, infere-se que medidas mais holísticas em relação à problemática devem ser viabilizadas, a fim de desmistificar o assunto. Assim, em linhas gerais, cabe ao Ministério da Cidadania, por seu cunho gerenciador, em parcerias com escolas acolherem os alunos deficientes, por meio da coordenação e preparo da equipe pedagógica. Além disso, implementar melhorias na infraestrutura escolar ,quando necessário, para atender implicações na locomoção ou exijam adaptações especiais, para só assim chegar a uma homeostase cidadã.