A importância de garantir acessibilidade para todos

Enviada em 18/10/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que acessibilidade para todos não se encontra efetivado na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a exclusão social são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale salientar a inoperância estatal como impulsionador da problemática. Destarte, segundo o IBGE, 70% das cidades brasileiras não fornecem acessibilização de pessoas com deficiência (doravante PcD)  em espaços e transportes públicos. Sob esse viés, denota-se que as pessoas com necessidades especiais possuem seu direito à igualdade negligenciado, pois, sem ter locais apropriados, os deficientes não conseguem se locomover com qualidade. Assim, acabam por fomentar a exclusão da minoria.

Ademais, vale ressaltar o desabono social com perpetudor do impasse. Por essa perspectiva, segundo o filósofo Karl Marx, em sua análise da população, em sociedades capitalistas os indivíduos que possuem qualquer limitação física tendem a serem excluídos e abandonados. Sob essa ótica, as PcD são alvos de capacitismo, preconceito contra pessoas com deficiência, e de exclusão social. Dessa forma, esse grupo além de sofrerem com a ausência de acessibilização ainda precisam lidar com o preconceito.

Portanto, com intuito de mitigar os empecilhos sobre acessibilização para todos, urge que o Estado, como promotor e garantido do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Economia reverta essa verba em contrução de rampas nos ambientes públicos e de transportes coletivo adaptados que, por meio de workhops, nas escolas, as pessoas passariam a ter conhecimento e acesso. Além disso,  é mister a mídia divulgar a importância de respeitar e incluir as PcD. Somente assim, a Declaração Universal entrará em completo vigor.