A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 23/08/2020
No filme “Tá chovendo hambúrguer”, o cientista Flint Lockwood cria uma máquina que produz alimentos, mas ela se torna incontrolável devido a um defeito, dessa maneira, gera desperdício. Esse cenário não é um impasse apenas da ficção, pois há um grande índice de desperdício de alimentos na “nação verde-amarela”, o que se torna grave ao considerar a existência de pessoas em situação de fome e o não consumo do que ainda é comestível. Por assim ser, é importante analisar área que mais contribui para o agravamento dessa problemática, bem como a cultura que valoriza a fartura.
A princípio, o economista britânico Thomas Malthus afirmou que no mundo haveria miséria, uma vez que a produção de alimentos crescia por meio de uma crescente aditiva, já a população desfruta de um mecanismo de multiplicação. Todavia, esse especialista não previa a Revolução Verde , iniciada em 1960, caracterizada pela aplicação do conhecimento científico na agricultura, como o uso de agrotóxicos, para intensifica-lá. Apesar dessa conquista, o setor primário desperdiça uma grande quantidade de mantimentos, o que ocorre pela colheita ou pelo armazenamento que ferem a estética dos alimentos, o que os tornam desinteressantes para os consumidores. Para ilustrar, conforme o pesquisador Antônio Gomes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 2016, 54% do desperdício de elementos nutritivos se sucedem nessa área.
Outrossim, durante o Período Colonial no Brasil, os senhores de engenho, para demonstrar status social, serviam as suas visitas enormes quantidades de doces, pois o açúcar era um elemento eletrizado. Nesse contexto, pode- se ressaltar o filósofo Pierre Buordieu, o qual alegou que os indivíduos tendem a incorporar costumes de determinadas épocas, dessa forma, o desperdício de alimentos é um impasse histórico devido ao destaque do esbanjamento, o que pode ser evidenciado pela frase: " É melhor sobrar do que faltar". Ademais, esse cenário é agravado pelas mídias, as quais são consideradas sociologicamente importantes agentes de convivência como a capacidade de influenciar, destarte, as pessoas compram alimentos pelo apelo emotivo das propagandas, como o uso de imagens atrativas, e não pela necessidade de consumir, o que perpetua o desperdício de alimentos.
Portanto, desperdício de alimentos ,no Brasil, deve ser subtraído, considerando a área com o maior índice dessa problemática, bem como a cultura que valoriza a fartura. Assim, cabe aos produtores agrícolas, responsáveis pela setor de maior rentabilidade no país, utilizar os subsídios dados pelo Estado a eles para subtrair esse impasse, o que ocorrerá por meio da aquisição de máquinas, como colheitadeiras com menor desperdício de alimentos, essa medida objetiva amenizar esse impasse no território nacional.