A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 26/08/2020

Após a Segunda Guerra Mundial, inicia-se a Revolução Verde a partir das novas tecnologias como o avião e os agrotóxicos, as quais permitiram um aumento vertiginoso da produção agrícola. Contudo, esse avanço não veio acompanhado de um consumo consciente e de cuidados na preservação da mercadoria. Sob tal ótica, o desperdício de alimentos no Brasil é um problema grave e que precisa ser extinto, visto que ele aumenta a exploração da natureza e ressalta a desigualdade.

Inicialmente, a retirada de recursos do meio-ambiente que não serão totalmente utilizados depois é uma prática extremamente poluente. De acordo com o relatório de Brundtland, publicado em 1987 pela ONU, Desenvolvimento Sustentável é a capacidade de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a das futuras. Entretanto, no Brasil, há um expressivo desperdício de alimentos, responsável por um aumento da demanda, consequentemente, ocorre uma busca por novas áreas para plantio. Dessa forma, a perda de comestíveis durante o transporte, estocagem e preparo das refeições corrobora para intensificar o desmatamento e o uso de agrotóxicos, prejudiciais à natureza.

Por outro lado, a comida que é jogada no lixo por alguns, faz falta a outros. Paralelamente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento determinou coeficiente de Gini -que quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade- do Brasil igual a 0,533, o 7º mais alto do mundo. Diante disso, enquanto os cidadãos mais ricos possuem fartura de alimentos, há aqueles que se encontram na periferia da sociedade e precisam trabalhar para garantir o alimento de cada dia. Nesse sentido, os mantimentos são menos acessíveis devido ao alto descarte, o qual gera um aumento na procura, por conseguinte, os preços sobem, o que dificulta a democratização do direito a uma nutrição saudável.

É mister, portanto, tomar medidas que atenuem a perda de produtos alimentícios no Brasil. Logo, cabe ao Poder Legislativo Federal elaborar uma lei que torne obrigatório o investimento em propagandas que orientem a população a diminuir o desperdício de comida, por meio de instruções sobre como planejar o consumo mensal e sobre o tempo médio que legumes, hortaliças, frutas e outros demoram para apodrecer. Além disso, será criado um incentivo fiscal a emissoras que ensinarem receitas com itens aparentemente estragados ou comumente jogados fora. Espera-se, assim, incentivar as pessoas a reaproveitarem ao máximo os seus mantimentos.