A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 19/11/2021

Na obra Banalidade do mal, da filósofa Hanna Arendt, o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano. Em paralelo a obra, a falta de representatividade na publicidade vem sendo persistente no cotidiano, isso porque existe cada vez mais diversidade e, ironicamente, as empresas e consumidores, buscam cada vez mais um modelo único e ideal para representa-los.

Sob essa perspectiva, é clara a influencia negativa que o padrão pré-estabelecido historicamente tem sobre a representatividade na publicidade. Segundo o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil foi o sétimo país mais desigual do mundo em 2019. Sob esse viés, nota-se que o país é elitista, ou seja, a elite tem mais visibilidade e poder, o que acontece desde o principio. No período colonial, por exemplo, ser negro ou índio era motivo passivo de sofrer violência e preconceito, pois o modelo predominante era o branco Europeu. Assim, até hoje, existe, mesmo quede forma implícita, um padrão ideal e bem visto pela elite.

Ademais, a falta de representatividade na publicidade tem como consequência a não aceitação das minorias. De acordo com o educador Paulo Freire, a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades. Embora o pensamento não destoe da realidade brasileira, uma vez que a diferença entre gênero, raça e afins, em uma sociedade elitista, apenas contribui para a valorização do padrão e não aceitação daqueles diferentes desse modelo “ideal”. Assim, com a não aceitação, varias pessoas desenvolvem doenças mentais e buscam, as vezes de forma imprudente, mudanças para se incluir ao padrão.

Portanto, urge que o Governo Federal, por meio da mídia, promova campanhas de valorização a diversidade e incentivo a aceitação das minorias. Tais campanhas devem ser divulgadas nas mídias e debatidas em escolas, elas devem conter informações históricas valorizando e mostrando a importância de cada raça, gênero e afins. Assim, espera-se que do idoso até a criança, todos se aceitem e entendam a importância de diversidade, aumentando a representatividade na publicidade e freando o mal cotidiano da Hanna.