A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 17/05/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada em 1948, pelas Nações Unidas, garante que todos os seres humanos possuem os mesmos direitos independente de cor, raça e gênero. Nessa perspectiva, percebe-se a importância da representatividade na publicidade, entretanto, esse direito não é efetivado de maneira eficaz. Sendo assim, muitas são as causas que explicam a matéria, no entanto, destacam-se o ideário de superioridade e a má influência midiática.
Diante desse cenário, afirma-se que a construção histórica-social é um dos fatores preponderantes dessa problemática. Dessa maneira, nota-se que desde o Período Colonial é muito evidente a ideia do etnocentrismo, em que os colonizadores se consideravam superiores em relação aos nativos. Diante disso, é perceptível que essa relação de supremacia se estende até a atualidade, uma vez que pessoas bancas e heterossexuais possuem mais espaço no âmbito da publicidade, por exemplo. Desse modo, é preciso que a sociedade perceba que não existe uma raça ou gênero dominante, mas sim, singularidades que se complementam, como afirma o livro “A mentalidade do homem primitivo”. Outrossim, é pertinente pontuar a ideia da Industria Cultural de Adorno e Hockheimer, filósofos da Escola de Franckfurt, os quais afirmavam que as mídias usavam as pessoas como massa de manobra. Com efeito, os pensadores denunciavam que a padronização de gostos, desejos e comportamentos era prejudicial e que ocasionava adversidades como as percebidos na atualidade, em que não há uma grande representatividade da diversidade existente na população, gerando, assim, uma perpetuação dos estereótipos criados pelos meios de comunicação. Portanto, transformando em mecanismo de opressão o que foi criado para ser instrumento de democracia, como afirmou Pierre Bourdieau. Como se vê, medidas devem ser tomadas para reverter esta situação.
Para tanto, a Organização das Nações Unidas, a qual tem como uma de suas funções a garantia da equidade, juntamente com as redes midiáticas, deve promover uma maior informatividade para o corpo civil acerca da importância da representatividade em publicidades, por meio de propagandas nas televisões e redes sociais, com o intuito de conscientizar o corpo social sobre a inexistência do domínio racial e cultural e garantir que a diversidade supere os estereótipos impostos pela mídia. E, somente assim, ocorrerá uma efetivação do que está preceituado na Carta Magna.