A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 15/05/2021
A constituição federal de 1988, documento júridico mais importante do país, preve em seu artigo 5º, o direito de igualdade perante a lei como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observa a importância da representatividade na publicidade, dificultando desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva faz-se imperiosa a analise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a carência na representatividade nas publicidades. Nesse sentido, diversas culturas serão pouco expressas prevalecendo estereótipos. Essa conjuntura, segundo os ideais do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que características culturais serão perdidas como impulsionador da escassez de retratações culturais nas propagandas no Brasil. Segundo Heads 87% dos protagonismos em publicidade são de pessoas brancas.
Diante de tal exposto, a cultura negra, como exemplo, possui uma parcela mínima reproduzida nas publicidades. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a se perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculo. Para isso, é imprescindível que o governo por intermédio de campanhas, promova a representação igualitaria das culturas que regem o Brasil. A fim de aumentar o nivel da representatividade. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.