A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 14/05/2021

O advento midiático proporciona o aumento do número de indivíduos alcançados pelos meios de comunicação. Todavia, o conteúdo transmitido, na maioria dos casos, não contém representatividade e inclusão dos públicos minoritários. Com isso, é importante representar os diferentes, combatendo os preconceitos em prol da aceitação dos diferentes e do aprendizado adquirido com eles.

Em primeiro lugar, é importante a luta por igualdade que os diversos grupos impulsionam na publicidade. Nesse sentido, Pierre Lévy, filósofo da comunicação, argumenta que o real é potencializado pelos meio virtual, o que impõe mais força nos sentidos e ações das ideias propostas. Nesse aspecto, a representatividade dos diferentes tipos de indivíduos nos meios públicos da televisão proporcionam maior normalização e aceitação das pessoas, exibindo como é normal a diversidade e que há uma variedades de gostos, cores, corpos e outras coisas, no mundo. Exemplo dessa falta de diversidade e do reforço a preconceitos são os estudos, realizado pela Universidade Estadual do Rio De Janeiro, que expõem os anúncios de 1987 a 2017 vinculados a Veja como reforçadores do sexismo e do racismo. Logo, é preciso combater essas mazelas por meio do aumento da diversidade na mídia.

Em segundo lugar, é importante transmitir as ideias que os diferentes grupos podem proporcionar na publicidade. Deste modo, John Locke, filósofo iluminista, argumenta que os conhecimentos são adquiridos por meio da experiência própria e dos demais que divulgam seus aprendizados. Dessa forma, os diferentes indivíduos no meio publicitário permitem as exposições de diversas ideias para o público,  proporcionando o alastramento das vivências do cotidiano e das formas de se descobrir como pessoa, o que aumenta a procura por novos contextos e formatos que incluam novas realidades. Exemplo desse compartilhamento de experiências é o reality Big Brother Brasil 2021 que exibiu as diferentes visões de mundo vistas por negros, nordestinos, homossexuais e outros atráves de relatos pessoais, Logo, é preciso combater os preconceitos e representar a diversidade na mídia.

Portanto, o Ministério das Comunicações, em parceria com empresas Midiáticas, deve realizar ações, como aumentar a representação dos diferentes grupos, por meio de programas e propagandas, de forma a prepar discursos diversificados e de aceitação, para que haja o combate ao preconceito e do reforço de ideias prejudiciais para a sociedade. Ademais, o Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério das Comunicações, deve realizar ações, como divulgar as diferentes visões de mundo, por meio de entrevistas, podcast e programas da televisão, de forma a transimitir as experiências e reforçar o conhecimento social sobre as causas, para que haja o aprendizado social sobre as lutas e as perspectiva dos indivíduos no meio. além de produzir uma publicidade mais inclusa.