A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 13/05/2021

A frase: “A representatividade é singular, poucos inspiram muitos”, de Roberto Peniche, mostra o que a representatividade expressa em uma sociedade que excluí aqueles fora do “padrão”. No que diz respeito à publicidade, ela se torna um meio para a inclusão, por exemplo, a menina de 2 anos que se emocionou ao ganhar uma barbie cadeirante, igual à ela. Representar uma classe publicamente, é um ato de coragem, porque o risco de ataques em uma sociedade estruturalmente preconceituosa, é enorme. Nessa esteira, nota-se que a importância da representatividade na publicidade é um grande problema no Brasil, devido, não só à falta da mesma, mas também ao preconceito.

Sob um primeiro olhar, a representatividade de negros, PcDs e LGBTQIA + são às que menos crescem no Brasil. De acordo com o blog ‘#QualPerfil?’, em 2.018 apenas 25% dos comerciais possuíam negros como protagonistas, e na maioria dessas propagandas existem esteriótipos como a sexualização da mulher negra. Nesse mesmo contexto, os PcDs possuem menos de 1% do espaço em toda a publicidade nacional (segundo o site meioemensagem.com.br), consequentemente, o menor número dentro dos grupos apresentados. Já os LGBTQIA + possuem cerca de 1,3% do mesmo espaço, sendo que os participantes são marjetoriamente brancos, de acordo com meioemensagem.com.br. A falta de enxergar um semelhante nos meios de comunicação, faz com que o indíviduo se sinta cada vez mais “alheio” a sociedade, o que prejudica a sua convivência com os demais.

Outrossim, o preconceito na publicidade é algo claro, ou seja, é possível percebe-lo apenas observando que as pessoas mais utilizadas para este meio de comunicação são brancas, hetéros e cis. Isso é perceptível na propaganda de dia dos pais da marca O Boticário, que em 2.018 utilizou uma família negra para representar o dia dos pais, e sofreu intensos ataques. Porém, a marca não cedeu e causou um imenso impacto na publicidade brasileira, que de acordo com a revista em.com.br, a parcela de mulheres negras na publicidade subiu de 4% para 25%, e de homens de 1% para 13%.

Infere-se, que o preconceito ainda é bem presente na sociedade, o que afeta a todos, e mostra que é papel do povo extingui-lo da publicidade, revelando a importância da mesma para representatividade. Portanto, é necessário que as principais marcas mudem a sua política e façam propagandas que incluam todas as pessoas, dando o exemplo para que as menores às sigam. Dessa forma, uma política de contratação mínima, e de propagandas feitas somente por um grupo específico, é necessária. Desse modo, as propagandas podem ser feitas por uma classe sendo representada por produto, por exemplo, em datas celebrativas é importante a expressão do apoio público da marca, visto que todos gostam de se sentir semelhante à alguém.