A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 11/05/2021

A questão da desigualdade social é problema aparente desde a idade antiga, tendo como berços as civilizações gregas e romanas. Na era contemporânea, com o advento da globalização e o aprimoramento dos meios de comunicação, a figura migra de espaço e passa a ocupar o mundo da publicidade e propaganda, trazendo consigo os problemas da falta de representatividade e exclusão de minorias, que precisam ser melhoradas no Brasil.

Em um dos capítulos da novela Chiquititas, a personagem Patrícia, mais conhecida como “pata”, assiste a uma propaganda de beleza na televisão cuja modelo exibe seus longos cabelos lisos, transmitindo a ideia de um padrão estético. Por consequência, Pata, uma menina de cabelos crespos, busca alcançar esse padrão se submetendo ao alisamento capilar com o uso de químicos a base de formol, passando mal e desmaiando com o cheiro forte do produto.

Cenas como essa não aconteceriam se a mídia publicitária se preocupasse menos com um “padrão” e investisse mais na representatividade. Negros e negras, gordos e gordas, indígenas: o papel que a diversidade desempenharia se tivesse mais oportunidade dentro desse universo seria o de transmissão do sentimento de inclusão daqueles que há muito vem sendo tratados como diferentes, fora do ideal, afinal a marginalização desses começa exatamente nessas ideias.

A inclusão da diversidade em trabalhos publicitários, portanto, é essencial à sociedade e precisa ser tratada no Brasil. Desse modo, cabe às empresas de propaganda midiática o incentivo à campanha “Diversidade: a riqueza das nações”, que visa a maior representatividade social na publicidade por meio de mais trabalhos comerciais feitos com os “foras do padrão”.