A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 10/05/2021
Em 1920, quando Hitler assumiu o controle do partido nazista, seus ideais racistas e anti-semitas surgiram a se difundir na Alemanha - por meio de jornais, cinemas, cartazes - e pela primeira vez na história o poder da publicidade pôde ser observado com clareza , ao conduzir todo um país a se calar e compactuar com as atrocidades realizadas por seu governante. Trazendo para a atualidade, uma propaganda têm a oportunidade de unir, ao invés de segregar, por meio da inclusão e quebra de estereótipos. Contudo, não é o que ocorre no Brasil, onde há um problema em vigor: uma publicidade padronizada que reforça muitos estereótipos na sociedade.
Nesse sentido, é plausível dizer que o marketing tem influência direta nas escolhas de um espectador, pois ao ver uma publicidade muitas vezes, mesmo sem prestar atenção, o cérebro acaba assimilando algum tipo de informação. Dessa maneira, ao se apresentar pessoas com padrões de beleza, gênero e estilos distintos protagonizando propagandas, inconscientemente o cérebro de quem assiste tende a tratar aquilo como natural.
Contudo, no Brasil, apesar de haver muita diversidade cultural e genética, a publicidade é tão estereotipada e padronizada, que mais de 70% das pessoas não se sentem representadas nas propagandas, segundo dados de uma pesquisa da empresa Kantar, pois a maioria dos protagonistas são homens, branco, héteros. Tal falta de representatividade além de perpetuar problemas como o machismo, racismo e homofobia, também servem para criar padrões de beleza excludentes.
Portanto, para que haja uma diminuição na padronização das publicidades do Brasil e conseqüente redução dos estereótipos que estas favorecem, faz-se necessário que o governo federal promova a diversidade e inclusão, por meio da criação de campanhas - nas redes sociais e televisivas - que incentivem as empresas a repensarem suas estratégias de marketing para incluir pessoas de diferentes gêneros, raças e culturas.