A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 06/05/2021
No filme “Felicidade por um Fio”, é retratada a história de uma garota que perde a vaga em um comercial por não ser loira como o desejado pelos patrocinadores. Fora da ficção, observa-se, na atualidade, realidade análoga ao longa: a ausência da diversidade nas grandes mídias segrega os indíviduos que não correspondem aos esteriótipos sociais. Diante disso, deve-se entender como a representividade na publicidade é importante para a quebra de preconceitos e para o estímulo à autoaceitação e como incentivar a prática em questão.
Primeiramente, cabe abordar como a representação midiática da diversidade influencia a quebra de preconceitos atuais. Isso porque, segundo o escritor Machado de Assis, para romper um preconceito basta uma reflexão. Tal perspectiva verifica-se acertiva na atualidade: a ausência de comerciais, filmes entre outros que retratem com protagonismo os diferentes fenótipos e relações sociais, faz com que tudo que fuja aos padrões sociais seja encardo com estranhamento. Como consequência disso, os indivíduos não refletem para romper preconceitos, como previsto por Machado, mas ao contrário, são ensinados a adotarem esteriótipos de beleza e comportamento e a repudiarem às diferenças
Ademais, outro papel importante da representaividade na publicidade é o estímulo à autoaceitação. Nesse sentido, o filme “Legalmente Loira”, aborda a história de uma garota que tenta constantemente assemelhar-se a uma boneca barbie. Paralelamente, a realidade imita a ficção: o fato de não haver nas mídias espaços significativos que retratem as diversidades presentes na sociedade, faz com que os indíviduos neguem suas caracteristícas e escolhas para poderem assemelhar-se ao que a publicidade divulga como admirável e correto. Em decorrência disso, os consumidores do conteúdo publicitário das mídias passam a regeitarem-se e desenvolvem sentimentos de insegurança e repulsa a si mesmo, vistos que não exergam-se como ideais para a sociedade.
Fica claro, portanto, a necessidade um debate a nível internacional sobre o tema. No Brasil, cabe ao Ministério da Cidadania, junto com as grandes mídias estabelecer soluções para o problema. Para isso, criar propagandas, filmes, entre outros, que retratem com destaque todas as diversidades fenótipicas, sexuais e de gênero existentes no Brasil, a fim de estimular a sociedade a aceitar as divergências como sinônimo de riqueza para o país é fundamental. Além disso, a premiação de publicitários que trabalhe com o estímulo à represenatividade é indispensável. Assim, será possível refletir para romper preconceitos, como previsto por Machado de Assis, tornar o Brasil um país que valorize a diversidade e garantir que realidades como as de “Felicidade por um Fio” fiquem apenas na ficção.