A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 12/05/2021
A Internet foi criada em 1969, nos Estados Unidos, e foi uma importante inovação para os meios de comunicação. Por essa evolução, a publicidade passou a chegar em várias pessoas de forma mais rápida e eficiente. Entretanto, as propagandas exibidas nas mídias não são igualitárias e relevam a importância da representatividade, pois excluem as minorias como negros. Isso se dá pelo pensamento de que grupos privilegiados precisam representar a coletividade e, como consequência, os grupos excluídos começam a sofrer com doenças psíquicas.
Em um primeiro plano, destaca-se o antigo entendimento da sociedade de que homens brancos devem representar a coletividade como fator determinante para o problema. Isso porque, no Brasil, o corpo social foi ensinado a desvalorizar os negros e as mulheres desde a época da colonização em que os donos de terras e pessoas mais ricas que se destacavam eram homens que vinham de Portugal ou que eram descendentes de portugueses, esses representavam o Brasil, e os negros e as mulheres eram desvalorizados, sendo os afrodescendentes escravos e as mulheres vistas como um ser cujo único trabalho era gerar filhos. Atualmente, os efeitos dessa sociedade antiga permanecem e se refletem na publicidade.
Por conseguinte, os grupos menosprezados começam a sofrer com doenças psicológicas. Nesse sentido, no filme “Soul", produzido pela Disney, a personagem 22 é uma alma que precisa descobrir seu talento antes de poder viver sua vida na terra, contudo, várias outras almas dizem que ela não tem propósito nenhum, isso deprimi a 22, o que a levou a entrar em uma crise de ansiedade contínua em que ela não conseguia nem socializar com outras almas. Fora da ficção, assim como 22, os grupos excluídos também são vítimas de ansiedade e depressão.
Portanto, percebe-se que a falta de importância da representatividade na publicidade é um problema que precisa de intervenção. Logo, para atenuar o cenário, o Ministério da Educação deve mostrar aos jovens de que o passado machista e preconceituoso foi um erro, levando-os a entender que as pessoas são iguais e merecem o mesmo respeito e representatividade. Isso por meio do aumento da carga horária das disciplinas de ciências humanas para que os professores possam abordar esses assuntos dentro de sala de aula. Com isso, haverá uma juventude mais consciente e não vai ocorrer o mesmo problema psicológico que o filme da Disney abordou.