A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 24/10/2019

Em meados do século XIX, a biologia mostrou com a teoria do Evolucionismo de Charles Darwin, que apenas os seres mais adaptáveis podem sobreviver às vicissitudes da natureza. De maneira análoga, uma nação em busca de desenvolvimento deve se adaptar e superar desafios da contemporaneidade. Dentre esses, destaca-se no Brasil a questão da prática de atividades físicas e a qualidade de vida dos idosos, haja vista que muitos cidadãos ainda são vítimas dessa mazela social, seja pela falta de estruturas públicas, seja pela falta de incentivo familiar.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais em qualificação profissional e melhor suporte físico, medidas que tornariam o ambiente esportivo mais inclusivo para os idosos, e devido à falta de administração e fiscalizações públicas por parte de algumas gestões, isso não é firmado.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de incentivo familiar como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é notório que a falta de apoio familiar aos idosos contribui para o sedentarismo e uma má circulação do corpo, ocasionando uma péssima qualidade de vida. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para transpor barreiras à construção de uma nação sadia.

Portanto, o Governo em parceria com o Ministério do Esporte(ME), por meio de verbas governamentais, deve financiar projetos esportivos, com profissionais capacitados e especializados na prática de atividade física, fornecendo uma melhor orientação para os idosos de forma dinâmica e prazerosa, estimulando todos os indíviduos à busca por uma melhor qualidade de vida. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.