A importância da prática de atividades físicas relacionada à qualidade de vida de idosos

Enviada em 03/10/2019

A teoria jusnaturalista do filósofo inglês John Locke afirma que o direito à vida e à liberdade são universais e inalienáveis. No entanto, quando se observa a perda de autonomia e qualidade de vida dos idosos, devido ao sedentarismo, verifica-se que esse ideal é meramente teórico. Dessa forma, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro.

É inegável que a falta de incentivos a prática de atividades físicas é uma das causas desse problema. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% da população idosa brasileira possuem alguma dificuldade de realizar tarefas diárias. Desse modo, fica evidente que a falta de estímulo aos exercícios físicos comprometem, ao decorrer do tempo, a autonomia desses indivíduos, tornando-os cada vez mais dependentes.

Ademais, doenças relacionadas ao sedentarismo surgem para alavancar o caso. O desinteresse pela prática de atividade física aliado a uma alimentação desbalanceada cria um cenário ideal para o aparecimento de doenças como, por exemplo, hipertensão e diabetes. Logo se torna mais nítido a importância de adotar medidas para reverter esse quadro que dificulta a qualidade e vida dos idosos.

Nessa perspectiva, medidas são necessárias para combater esse obstáculo. O Estado, na figura do Ministério da Saúde deve promover atividades voltadas para os idosos, como, por exemplo, hidroginástica e dança, através da contratação de profissionais capacitados para coordenar as atividades e disponibilização de espaços para a sua realização; a fim de que, com o auxílio da mídia, na função de divulgação, ocorra o estímulo a prática de atividade física e a superação dos problemas de autonomia e qualidade de vida enfrentados pelos idosos. Adotando essas medidas, o ideal jusnaturalista de John Locke poderá deixar de ser apenas meramente teórico