A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros
Enviada em 05/06/2022
A Revolta da Vacina, ocorrida no Brasil em 1924, foi um marco histórico causado principalmente pela revolta do povo frente a vacinação obrigatória, onde estes, privados do entendimento e importância de tal campanha, viram-se silenciados. De maneira análoga a isso torna-se cada vez mais evidente a importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros um vez que, desde outrora, há falhas na comunicação direta entre os trabalhadores da saúde e a população. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o lapso na formação de profissionais humanizados bem como a influência das condições de trabalho sob tal narrativa.
A priori, evidencia-se que, muitos ingressam em cursos na área da saúde por pressão familiar, busca por validação externa ou status social, sem estima da responsabilidade de lidar com outras vidas e muito menos preocupados com o bem estar delas. Sob essa ótica, de acordo com o ranking sobre falta de qualidade dos serviços de saúde realizados pela OMS, num total de 191 países, o Brasil encontra-se na 125ª posição. Dessa forma, a carência na formação de especialistas qualificados física e psicologicamente nunca foi tão real.
Além disso, é notório que, no âmbito hospitalar a sobrecarga de trabalho, a ausência de salários compatíveis somado à precariedade dos sistemas de saúde acarretam em profissionais exaustos e desanimados. Desse modo, é preciso haver mudanças inerentes aos trabalhadores propriamente ditos, mas que são fundamentais para o desenvolvimento de suas funções, pois, já dizia Aristóteles, “o prazer no trabalho aperfeiçoa a obra”.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham enfatizar a importância da medicina humanizada em nosso país. Dessa maneira cabe ao Governo junto ao Ministério da Saúde proporcionar maior contato com tal trama, por meio da implementação de matérias obrigatórias relacionas nos cursos de saúde, além de programas de atendimento psicológico gratuito estes profissionais. Além disso, promover a elaboração de projetos para reajustes salariais dignos, a fim de que a humanização se torne parte do sistema prontamente. Logo, ver-se-á um elo de comunicação entre atendente e atendido, oposto do ocorrido na Revolta da Vacina.