A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 01/06/2021
A Política Nacional de Alfabetização (PNA) define literacia familiar como o conjunto de práticas e experiências relacionados com a linguagem, leitura e escrita, as quais a criança vivencia com seus cuidadores. Nesse sentido, essa prática beneficia o desenvolvimento educacional dos jovens e o engajamento da família nesse processo. Entretanto, a falta de informação sobre o assunto e de parceria entre pais e educadores acabam gerando consequências como a má formação e qualificação educacional, tornando-se um problema a ser combatido.
Em primeira análise, é imperioso salientar que os pais são basilares na formação educacional das crianças. Segundo o filósofo Émile Durkheim, a família consiste no agente de socialização primária, visando moldar o indivíduo e desenvolver seus mecanismos sociais e sua cidadania. Nesse processo, a literacia familiar contribui para esse processo de socialização, tornando o infante mais participativo, com mais facilidade de partilhar espaço e conhecimento. Assim, educadora Magda Soares essa interação contribui para uma formação educacional adequada das crianças, desenvolve o hábito de leitura e a participação dos pais no desenvolvimento dessas habilidades. Logo, tais fatos contribuem para o progresso educacional dos jovens no Brasil.
Por outro lado, a falta de informação acerca da literacia e a falta de colaboração entre cuidadores e professores configura-se como desafios para a continuidade desse setor. De acordo com dados do Ministério da Educação, 1,5 milhão de crianças tem aprendizagem baixa em leitura, escrita e oralidade, contribuindo, assim, para um número ainda maior de jovens analfabetos funcionais. Nessa perspectiva, a falta de atividades que estimulem a leitura e interação verbal são alguns dos fatores que corroboram para uma má formação educacional dessas crianças. Sendo assim, o Brasil tem um longo caminho a percorrer rumo a solução dessa problemática.
Dessa forma, medidas compartilhadas entre Poder Público e Sociedade Civil são necessárias para combater esse estigma. Nessa égide, cabe ao Ministério da Educação promover maiores investimentos em projetos como o ‘’Conte Pra Mim’’, com o intuito de estimular a literacia familiar, apontando seus benefícios e oferecendo ferramentas necessárias para a continuidades das atividades no convívio familiar. Ademais, a escola deve fomentar projetos abertos ao público, com a finalidade de aproximar pais e educadores, tornando a formação educacional das crianças adequada e, além disso, oferecer oficinas de leitura e contação de história, fazendo com que, assim, os responsáveis tenham as informações necessárias para o desenvolvimento dessa atividade. Feito isso, a terra verde e amarela poderá vivenciar, de fato, uma nova realidade.