A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/05/2022

‘‘A primeira condição para alterar a realidade é reconhecê-la’’, a frase dita por Eduardo Galeano, escritor uruguaio, entra de acordo com a contemporaneidade brasileira, visto que os entraves relacionados a educação financeira do cidadão aumenta exponencialmente. De maneira análoga a isso, esses problemas estão afundados num passado secular da nação. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e lacuna educacional.

Cabe mencionar, em primeiro plano, a negligência do governo como agravante no revés. Nesse sentido, o filósofo inglês Thomas Hobbes defendia a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Todavia, esta tese não se aplica à conjuntura hodierna, uma vez que as autoridades governamentais não agem para criar ações que resolveriam esse défice educativo, como a disseminação de cursos de cunho financeiro e uma modificação no currículo básico escolar. Logo, não é justo que a máquina pública protagonize - com sua omissão de dever - a manifestação desse problema educacional no Brasil.

Ademais, é notória a lacuna educacional como coadjuvante na questão. Para Paulo Freire, pedagogo brasileiro, as instituições de ensino precisam abandonar a metodologia tecnicista, para dar lugar a uma construção transformadora, embasado na conscientização social. No entanto, os espaços educativos, por vezes, ao passo de que priorizam as matérias tradicionais, não preparam os indivíduos para ter independência financeira, o que, por consequência, ocasiona no endividamento generalizado de parcelas sociais. Dessarte, a fim de ir ao encontro do pensamento de Freire, a conduta escolar precisa ser repensada urgentemente.

Portanto, indubitavelmente, é necessária a adoção de medidas que venham a construir uma educação financeira na sociedade brasileira. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação - incumbido de todas demandas educacionais no país -, por meio de uma alteração na base nacional curricular, introduzir uma disciplina de finanças, a fim de desenvolver um ambiente positivo e informativo para as futuras gerações do país, elevando os índices financeiros. Somente assim, será possível retirar este problema da invisibilidade.