A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/05/2022
No filme “Até que a sorte nos separe” é retratado a história de uma família a qual se torna milionária ao ganhar na loteria. Ao longo da trama, a ficção revela os protagonistas sofrendo falência ao gastarem seu dinheiro de forma desenfreada. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI mediante ao mau manejo monetário: dificuldades em cenário de crise e incapacidade de realizar investimentos.
À vista desse problema, evidencia-se as dificuldades em cenário de crise. Sob essa ótica, um cidadão desprovido do conhecimento necessário para gerenciar melhor seu capital, certamente, sofrerá complicações em um período de crise ecônomica; fato comprovado pelo Serviço de Proteção ao Crédito ao salientar que mais de 35% de brasileiros, no ano de 2017, possuíam pelo menos uma conta atrasada. Dessa forma, o falho planejamento monetário atrelado a preços elevados, por exemplo, torna maior o número de cidadãos endividados e sem dinheiro.
Além disso, a incapacidade de realizar investimentos é uma problemática sofrida por grande parte da população brasileira, afinal, sem o controle adequado das finanças, é impossível lucrar através aplicações financeiras. Desse modo, de acordo com a fala do ativista Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa a ser usada para mudar o mundo. Consoante a isso, faz-se demasiadamente necessário o desenvolvimento do conhecimento acerca das finanças.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a educação financeira na vida dos cidadãos. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, implementar a educação financeira na matriz curricular das escolas, por meio de aulas ministradas por profissionais qualificados da aréa de gestão financeira, a fim de educar jovens acerca da importância do gerenciamento adequado de suas finanças para a prosperidade pessoal e nacional. Somente assim, diferente da trama “Até que a sorte nos separe”, os cidadãos brasileiros não gastarão suas economias inconscientemente, e poderão usufruir de seu capital com dignidade.