A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/11/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação. Entretanto, tal prerrogativa não vem se reverberando na prática quando se observa a questão da educação financeira na vida do cidadão e nas escolas brasileiras. Isso ocorre por uma falta de iniciativas educacionais vindas do governo, resultando em uma geração de pessoas que não sabem nem investir o próprio dinheiro.

Diante desse cenário, vale a pena ressaltar a importância que a educação financeira faz na vida do cidadão. O orgão do governo SPC, responsável pela fiscalização de dívidas, relatou que no ano de 2018, terminaram endividados, 68,2 milhões de brasileiros. Dessa forma, é contraditório, um governo que deveria ensinar a população desde o fundamental a usar seu dinheiro da melhor forma, tenha quase 30% dela com algum tipo de endividamento, um problema que se agrava ainda mais na atual sociedade capitalista, em que o dinheiro é o bem “mais precioso”.

Por consequência, cria-se uma sociedade com pouca ou nenhuma consiência financeira, transformando o conhecimento que deveria ser comum, em algo elitista apenas para aqueles que já tem uma boa condição. Dados do “O Globo”, revelaram que 3% da população brasileira investe na bolsa, já nos Estados Unidos, mais de 50%. Sendo assim, é preocupante que uma das principais formas de investimento seja praticamente um nicho no país, afinal, sistemas como a bolsa de valores ajudam tanto a indústria nacional, quanto o acionista. Porém nunca é incentivado ou ensinado pelo governo a como usar tanto esse como várias outras formas de investir, limitando o cidadão médio à poupança ou guardar seu dinheiro em casa.

Logo, faz-se necessária uma ação do Ministério da Educação, orgão responsável pela democratização do acesso à educação no país, junto a parcerias público-privadas com empresas especializadas em educação financeira, promover aulas e palestras nas escolas, além de  publicidades em seus canais digitais, a fim de educar financeiramente a população. brasileira e diminuir cada vez mais a lista do SPC