A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/10/2021
No Brasil, o avanço econômico trouxe uma mentalidade de controle de gastos. No entanto, grande parcela da população não possui esse amadurecimento educacional no contexto das finanças visto que, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 60 milhões de brasileiros possuem o nome “sujo” por motivos de inadimplência. Esse cenário negativo atesta ser necessária uma conduta mais expressiva do Estado e sociedade civil com o escopo de construir uma consciência crítica a respeito do uso do próprio dinheiro.
Em primeira análise, apesar da existência do programa Estratégia Nacional e Educação Financeira (ENEF) que promove a ampliação do debate e de políticas públicas acerca do tema, tem sido evidente a redução, por parte do Governo, de discussões sobre essa pauta, além da negligente conduta em promover uma maior informação à população. Prova dessa negligência é que o Brasil foi avaliado em um ranking global de 2014 que media o nível da educação financeira em 144 países apenas na 74ª posição. Esse cenário mostra importância de ações mais eficientes do Estado no tocante a educação financeira.
Ademais, a conduta de muitas instituições formadoras de opinião tem sido muito insatisfatória. Essa atuação negativa tem intr`seco relacionamento com a dificuldade de certos pais de negar compras exageradas de seus filhos e, com isso, endividando-se. Outra justificativa desse panorama é que muitas escolas não oferecem aulas acerca da temática, apesar de que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vê a educação financeira como obrigatório. Esse cenário mostra como a ineficácia educacional corrobora com os quase 41% de endividados no país, segundo dados do SPC de 2019.
Portanto, com o fito de diminuir a falta de informação acerca da gestão de finanças, cabe ao Governo Federal ampliar informes elucidativos sobre como gerenciar o capital disponível, por meio de campanhas governamentais em postagens nas redes sociais, pois caso essas informaçoes chegue na maioria da população, terá como resultado a prudência dos cidadãos com o próprio dinheiro. Além disso, compete a mais famílias e escolas, aumentar o debate sobre o tema, mediante mais reuniões familiares e palestras com profissionais da área de economia no ambiente escolar, pois essas atividades são importantes para a consolidação de uma mentalidade de educação financeira. Assim, espera-se que o Brasil não passe por humilhações de rankings visto que já foi a 5ª economia mundial.