A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/10/2021
No século passado, nos Estados Unidos, a má gestão financeira do governo gerou um excesso de produção e ausência de consumidores, ocasionando um grande colapso econômico no país, episódio conhecido como a Crise de 1929. Similarmente, analisa-se que o contexto histórico estadunidense está consolidando-se no Brasil, uma vez que o país negligencia a importância da educação financeira na vida dos cidadãos. Nesse sentido, a falta de investimentos do Estado e o consumismo atrasam o combate dessa mazela social.
Nesse cenário, a inoperância governamental quanto ao direcionamento de verbas à educação dificulta suprimir esse imbróglio. Nessa perspectiva, o filósofo grego Aristóteles defendia que o governo deve promover a justiça social, isto é, o Estado é responsável por garantir o bem-estar de todos. No entanto, esse fundamento aristotélico permanece no âmbito da metafísica e, por conseguinte, não é praticado. Prova disso são os casos de indivíduos que, por falta de programas educacionais nas escolas associados à educação financeira, apresentam dificuldades nos aspectos econômicos e, muitas vezes, termos como “inflação” e “inadimplência” são desconhecidos pelos mesmos. Dessa maneira, nota-se a ineficácia do Poder Legislativo em relação a essa temática, os quais deveriam assegurar os direitos previstos pela Constituição Federal de 1988.
Ademais, a carência da educação financeira no Brasil, consequentemente, agrava a escassez de planejamento monetário e impulsiona o consumismo na sociedade, podendo, por exemplo, tornar pessoas inadimplentes. Dessa forma, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no ano de 2021, o percentual de famílias brasileiras endividadas ultrapassam 70%. De maneira análoga, evidencia-se que o país enfrenta grandes desafios com a economia e urge mudanças no comportamento da população, pois quanto maiores os hábitos consumistas, maior a chance de o saldo ficar negativo. Logo, é notória a importância da educação financeira na vida dos cidadãos para uma melhor compreensão do mundo econômico. Portanto, medidas devem ser tomadas para aumentar a visibilidade desse tema no país. Então, o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, deve criar palestras públicas, totalmente gratuitas, para que todos possam participar. Esses eventos podem ser realizados por economistas, com o objetivo de ensinar os melhores métodos de investir o dinheiro e alertar sobre o consumismo, além do governo implementar a educação financeira na grade curricular de todas as escolas, a fim de reduzir o número de endividados. Assim, o Brasil seria mais justo e, diferente da Crise de 1929, que ninguém mais precise viver em crise por falta de ensino.