A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/09/2021

No filme “Até que a Sorte nos Separe”, Tino, o chefe de uma familia tem a sorte de ganhar na loteria e se tornar rico, porém devido à sua ostentação ele vai à falência dentro de dez anos. Na narrativa, fica claro que a situação se dá a partir da falta de consciência econômica do protagonista e sua familia. Fora das telas, o problema da falta de educação financeira no Brasil existe, e está atrelado à falta de instrução e ao consumo impulsivo, por isso, medidas são necessárias ao combate do entrave.

Primeiramente, nesse sentido, é válido ressaltar que a desinformação contribui para a propagação da problemática. Nesse viés, os indivíduos tendem a não planejar sua vida financeira e então perdem o controle de seus gastos, tendo um déficit no final do mês. Isso pode ser comprovado com o estudo do Banco Mundial sobre a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) - um projeto para implementar a educação financeira na Base Nacional Comum Curricular - que mostra um aumento na maturidade econômica dos alunos brasileiros. Logo, entende-se que a aplicação de métodos de capacitação são meios de reverter a situação.

Em segundo lugar, cabe ressaltar que o consumismo é um fator que provém da falta de controle econômico e contribui a inconsciência orçamentária. Pois, as compras são feitas por impulso em busca da sensação de prazer, independente da necessidade ou consequência que ela trará. Conforme dados apresentados pelo Serviço de Proteção ao Crédito, em 2018, mais de 60 milhões de brasileiros estavam endividados, esse levantamento expõe a relevância da organização dos gastos, e ressalta o perigo da impulsividade no momento de adquirir um produto. Enfim, compreende-se que  o hiperconsumismo constitui um obstáculo frente ao planejamento financeiro.

Em suma, a problemática ainda existe e necessita de solução. Deste modo, cabe ao Governo, a partir do Ministério da Educação, garantir a aplicação da ENEF e por meio dela criar eventos educativos nas escolas - como gincanas e feiras empreendedoras -, sobretudo no início do ensino fundamental, com o objetivo de formar gerações futuras mais conscientes sobre as finanças. Portanto, poder-se-á atenuar a realidade retratada pelo filme “Até que a Sorte nos Separe”.