A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/09/2021

A Constituição Federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6° o direito à educação, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a importância da educação financeira na vida do cidadão, dificultando, deste modo, a universialização desse direito social tão importante. Diante dessa perpectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

A priori, deve-se resaltar a ausência de medidas governamentais que incluam a educação financeira na vida do cidadão. Nesse sentido, percebe-se a falta que o ensino financeiro causa, quando dados como de apenas 59% da população brasileira fechou no ano de 2018 suas contas no verde aparecem, dado do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Essa conjuntura, segundo as ideias do Filósofo contratualista Jonh Locke, configurasse como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu papel de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, vale apontar que a educação financeira é algo negligenciado nas escolas. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE), informa que grande parte dos jovens no Brasil acabam chegando à fase adulta sabendo o básico de como lidar com o dinheiro. Diante de tal exposto, fica claro que esses adolescentes possuem altas chances de se tornarem insolvêntes no futuro. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de difundir a educação financeira. Para isso, é imprescindível, que o Estado, por intermedio de um projeto de lei, desenvolva uma grade curricular para o ensino de finanças, afim de promover o desenvolvimento desde a base do ensino. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente sobre o dinheiro, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.