A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/09/2021

Ao longo do tempo, diversas crises econômicas atingiram o Brasil, como a de 2020, que -devido à crise pandemica- aumentou o número de endividamentos (em abril de 2021 eram 58,2% das famílias brasileiras de acordo com o Banco Central), juntamente com o número de desempregos, que pioram a situação. Por causa disso, é imprescindível que as pessoas entendam sobre educação financeira, para que, em todos os momentos,  não só saibam gerir seus gastos, mas também investirem e criar renda.

Em primeira análise, é evidente que a educação financeira ajuda melhorar a qualidade de vida da sociedade. Isso porque, segundo a Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico, mais da metade dos jovens não sabem lidar com o dinheiro e, por consequência, no futuro, enquanto adultos, criarão dívidas por não saberem controlar seus gastos, já que não têm nenhuma base de aprendizado. Nesse caso, a educação é necessária para gerar nestes a qualidade de vida, visto que ao economizar sobra dinheiro para possíveis emergências, bem como para o simples lazer, já na falta dessa prática tem-se um cidadão que apenas paga contas e faz dívidas. Logo, uma população sabedora de suas economias é feliz e estruturada, como também é organizada para fazer investimentos.

Ademais, a economia planejada dos gastos dá liberdade para o indivíduo investir mais e fazer renda. Pois, enquanto pessoas endividadas tendem a estarem em um ciclo passivo de compra, ou seja, vivem em função de pagar o que comprou -sem gerar renda, mas sim custos- as que são organizadas conseguem se planejar, investir com o que tem e produzem sua renda, conquistando um patrimônio para si. Sobre esse viés, o livro “Mente Milionária”, de T. Harv Eker, cita que fazer investimento com o que se tem é um grande avanço para crescer financeiramente e, então, sair do ciclo de compra-paga. Desse modo, é preciso que a população tenha acesso a informações a respeito de como investir e em que contexto praticar isso, para que assim tenha-se uma sociedade muito mais investidora e influente no mercado econômico.

Portanto, é fato que são necessárias ações para promover a educação financeira no Brasil, a fim de que elas saibam gerir seu capital. Nesse contexto, importa que o Ministério da Economia proponha medidas de incentivo à população a controlar seus gastos, no fito de formar indivíduos organizados financeiramente, além de ensinar como investir -para que toda a população tenha acesso a esse recurso. E isso pode ser feito através de campanhas publicitárias e propagandas por meio de mídias comunicativas (rádio e TV), porque somente educando financeiramente a população ter-se-á cidadãos planejados e que investem, produzindo renda e não deixando de comprar, porém com organização, dando fim aos quase 60% de famílias endividadas no Brasil.