A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/10/2021
Na série mexicana ‘‘Chaves’’, o personagem ‘‘Seu madruga’’ diariamente lida com os problemas de não conseguir pagar o aluguel, no qual é cobrado sempre e todas as vezes, precisa inventar uma desculpa a fim de fugir da dívida. Por outro lado, na realidade, não há desculpas que façam o problema financeiro sumir, diante da falta de conhecimentos a cerca da administração correta do dinheiro, problemas como, o aspecto cultural de parcelar compras e o estigma de que uma ‘’educação financeira’’ é apenas para a classe alta, resultam em cada vez mais usuários inadimplentes.
Nesse sentido, destaca-se a música do grupo ‘‘Mamonas Assassinas’’, em que menciona ‘‘minha felicidade é conseguir um crediário na Casas Bahia’’, logo, torna-se um exemplo de uma sociedade que busca o crédito para realizar qualquer compra, tornando-se cada vez mais endividados. Assim, a falta de um planejamento financeiro, é o reflexo do brasileiro que não sabe como utilizar seu salário, com isso, prefere fazer decisões precipitadas sem mensurar suas consequências futuras. De acordo com a pequisa realizada pelo ‘‘Serasa Experian’’, jovens de 18 anos já estão com o ‘’nome sujo’’, diante disso, é fato de que essa cultura do crédito atinge uma geração que começou a trabalhar agora.
Ademais, a educação financeira não é voltada apenas em investimentos em bolsas ou comprar ações de empresas, mas sim sobre economizar, planejar e investir no que for viável, desse modo, inclui-se todas as classes sociais. Entretanto, por um ‘’estigma’’ das pessoas sobre esse assunto, acreditam que um salário mínimo é inviável para pensar sobre, sendo assim, desacreditam na possibilidade e acham que é algo exclusivo de empresários. Para a youtuber ‘‘Nath Finanças’’ que gera conteúdos sobre Tesouro Direto, poupanças e outros assuntos relacionados, menciona que é comum esse tipo de pensamento, mas eles não sabem que economizar três reais todos os dias, é como ‘‘deixar de tomar um cafézinho na padaria’’ e que fazer isso, já é o começo.
Diante dos fatos mencionados, urge que o Ministério da Educação em parceria com agências de publicidade, por meio de verbas públicas, faça campanhas nas redes sociais sobre uma administração correta do dinheiro, assim, realizar parcerias, por exemplo, com o canal de comédia ‘‘Porta dos Fundos’’, visto que, ao utilizar a comédia para falar um assunto sério, a informação irá ser absorvida e refletida, além de criar infográficos e vídeos educacionais, de modo a influenciar uma geração a repensar na cultura do crédito. Outrossim, oferecer palestras para pais e professores em escolas, jogos lúdicos e trabalhos em grupo sobre esse tópico, para que a educação financeira seja reconhecida como um trabalho que é acessível a todos. Dessa maneira, futuramente, a graça de ficar devendo o aluguel só permaneça em séries e filmes, mas não na realidade.