A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/11/2020
Segundo o economista britânico Sir Arthur Lewis, a educação é o único investimento com retorno completamente garantido. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é uma não valorização de alguns saberes, uma vez que não há uma instrução financeira na vida dos cidadãos brasileiros. Esse cenário antagônico é fruto da falta do estudo financeiro nas escolas, que urgem por mudanças. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento de uma sociedade mais consciente e instruída.
Precipuamente, é fulcral pontuar a importância da educação financeira para uma melhor qualidade de vida da população. Segundo a Katarina Tomasevski, relatora da Organização das Nações Unidas (ONU), a educação é a chave para abrir outros direitos. Nessa perspectiva, o mesmo ocorre em relação a instrução financeira, pessoas conscientes de como comprar, investir e administrar suas finanças poderão desfrutar melhor dos direitos vigentes e viver uma vida mais agradável. Dessa forma, tem-se que a educação financeira é crucial para a vida de qualquer indivíduo.
No entanto, a realidade brasileira demonstra uma grave dificuldade, a falta de educação financeira nas escolas. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir os direitos gerais da população, o que inclui uma boa educação, entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de atuação das autoridades. Nessa ótica, percebe-se que a escola contemporânea precisa de mudanças que venham a preparar os alunos para viverem com maior segurança e dignidade financeira no século XXI, para isso é necessário uma ótima educação monetária. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a falta de educação financeira, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em uma grade curricular de finanças, através de aulas com professores especializados, materiais didáticos específicos, demonstrações práticas de investimentos, instrução para burocracias estatais e afins. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da ignorância financeira, e haverá retorno perante a educação, conforme Arthur Lewis.