A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/11/2020
A EDUCAÇÃO FINANCEIRA
A educação financeira constitui um dos principais mecanismos necessários para a organização monetária do indivíduo em sociedade. No Brasil, entretanto, a industrialização tardia propiciou aos brasileiros a necessidade do consumo, contrapondo-se à organização equilibrada de suas finanças. Nesse sentido, convém analisar a importância de ensinar a população a controlar gastos, além de consequências da má gestão financeira pessoal. Outrossim, uma das consequências no descontrole do consumo refere-se ao aumento no número de inadimplentes no país. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em 2018 o Brasil apresentou 41% da população ativa com CPF negativado devido a contas atrasadas. Desse modo, é imprescindível ensinar os brasileiros a controlarem o orçamento familiar com o intuito de diminuir gastos supérfluos. No século passado, a exatos trinta anos, ocorria nos Estados Unidos o evento histórico conhecido como a Crise de 1929. Nesse contexto, ocorria uma ascensão do ideal conhecido à época com “American Way of Life”, que pregava, dentre outros fundamentos, o consumismo como uma forma de gerir as finanças. No entanto, tal fenômeno gerou no país do norte uma grave crise atrelada à superprodução, o que culminou numa grande inflação e no endividamento dos cidadãos. Na atualidade, a cultura consumista ainda é presente, sobretudo em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Com isso, nota-se a importância da boa educação financeira, quando se busca a estabilidade monetária, uma vez que se torna mais fácil escapar de gastos que levam à contração de dívidas. Dado o exposto, é necessário que medidas educativas sejam efetivadas para melhoria dos entraves. Nessa perspectiva, o MEC concomitantemente à Mídia, devem trabalhar ações que promovam o esclarecimento da sociedade acerca da importância da restrição de gastos para alcançar-se uma vida estável. Esses atos devem ser através da introdução de palestras, debates e conteúdos programáticos nas Escolas; e disponibilização de propagandas elucidativas na Mídia que busquem desconstruir paradigmas e criar senso crítico sobre o que é necessário consumir. Assim, a sociedade terá condições para transformar-se.