A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/11/2020
Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a vida financeira de muitos brasileiros não está fácil. Logo, esse cenário antagônico não é fruto da falta de consciência dos cidadãos, mas sim do governo, o qual dificulta a melhora financeira da população e não disponibiliza conhecimento sobre o assunto nas escolas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de solucionar o problema e alcançar a Utopia de More.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a dificuldade financeira dos residentes no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo o pensador Thomas Hobbes, ¨o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população¨, contudo, os altos índices de inflação do país, juntamente com acontecimentos, como o confisco da poupança, vão de encontro as escritas de Hobbes. Sob essa ótica, devido à falta de atuação das autoridades, a vida financeira da população é muito dificultada e, desse modo, a educação sobre essa temática se torna ainda mais importante no país.
Outrossim, é imperativo ressaltar que a defasagem da educação financeira nas escolas é a promotora do problema. Partindo desse pressuposto, segundo o artigo 205, da Constituição Federal, promulgada em 1988, a educação de qualidade é direito de todos e um dever do Estado, no entanto isso não ocorre no Brasil. Com isso, de acordo com o estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, cerca de 40% da população brasileira não poupa nenhuma quantia em dinheiro. Ademais, dos 60% restantes, apenas 10% juntam dinheiro para depositar em alguma poupança. Destarte, é evidente que a falta de educação financeira corrobora com a perpetuação dessas dificuldades dos brasileiros.
Portanto, com intuito de mitigar as dificuldades financeiras da população, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em projetos sobre educação financeiras, por meio de palestras que serão realizados em âmbito escolar e por profissionais sobre o assunto. Ademais, serão executadas atividades práticas, as quais serão muito importantes para fixação do conhecimento repassado. Dessarte, atenuar-se-á o problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.