A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/11/2020

No filme “A Procura da Felicidade”, Chris Gardner, o protagonista, enfrenta sérias dificuldades financeiras, o qual passa a dormir em abrigos e casas de ajuda com seu filho, ainda criança, pela falta de dinheiro. Analogamente, fora da ficção, muitos brasileiros se assemelham ao cenário de Chris, sendo notável que a ausência de planejamento orçamentário e o descontrole financeiro, devido a falta de conhecimento, crescem cada vez mais. Assim, é pertinente analisar quais são os efeitos da falta da educação financeira e não somente, a importância dela na vida do cidadão.

A priori, deve-se pontuar que quando há ausência da consciência monetária, surgem o endividamento e a instabilidade acerca das próprias contas. Isto ocorre pela da dificuldade dos indivíduos em conseguirem discernir quais são os setores adequados em que o capital deve ser melhor aplicado, frequentemente deixando de investir em áreas basilares, optando pelo trivial. Esta relação fica clara quando, conforme dados divulgados, em 2019, pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), o percentual de famílias brasileiras endividadas atinge 63,4%.

Outrossim, é preciso destacar quais são as vantagens e os benefícios de se ter uma educação financeira presente. Em suma, o alfabetismo monetário passa por reavaliar o valor do dinheiro, planejar o orçamento a curto, médio, e longo prazo, além de proporcionar a habilidade e a confiança para administrar o patrimônio pessoal. Assim, o conhecimento sobre o capital se torna algo importante para qualquer cidadão que deseje ter uma vida organizada acerca das suas economias. Conforme Sir Arthur Lewis, economista britânico, a educação nunca é despesa, sempre lucro.

À vista disso, é preciso criar oportunidades para que a população saiba gerir suas finanças. Destarte, o Ministério da Economia deve incentivar os cidadãos a utilizar de forma inteligente seus recursos, por meio de palestras e centros de ajuda financeira em locais públicos, com aulas comunitárias, além de tirar dúvidas que a maioria possui, a fim de criar uma consciência coletiva sobre o dinheiro, diferindo, assim, de Chris Gardner.