A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 28/10/2020
No filme de comédia “Até que a sorte nos separe” aborda o cotidiano de uma família que ganha na loteria, mas por falta de conhecimento acerca das finanças, perde toda sua fortuna. Fora da ficção, não há autonomia financeira dos indivíduos que compõe a sociedade brasileira. No entanto, fatores como a falta de consumo consciente e a escassez do diálogo familiar colaboram para que o cidadão aja com inadimplência, consequentemente, uma problemática a ser resolvida no Brasil.
Em primeira análise, é necessário pontuar que os jovens brasileiros tem dificuldade em honrar com suas obrigações. Sob esse âmbito, os cidadãos possuem várias maneiras de consumir nos dias atuais, já que qualquer pessoa, sendo maior de idade, pode ter acesso a um cartão de crédito ou ao cheque especial. Porém, a probabilidade desse indivíduo saber utilizar corretamente essas ferramentas de crédito, sem possuir consciência de tal ato, é mínima. Assim, o SPC (Segurança de Proteção de Crédito) divulgou em dado referente ao ano de 2018, afirmando que 22,8% dos jovens brasileiros de dezoito a vinte e quatro anos de idade são inadimplentes. Desta maneira, gastar sem pensar gera, infelizmente, sua dependência financeira de terceiros e instabilidade na economia local.
Ademais, é válido salientar a importância do diálogo familiar referente à formação financeira desse indivíduo. Pois, em conformidade ao pensamento do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman, a sociedade líquida vive para consumir, ele prega a seguinte frase: “Consumo, logo existo.”. Tal perspectiva condiz para o consumo inconsciente da população. Visto que a educação financeira é um déficit no Brasil, a busca por status reflete no acumulo de contas e juros compostos a pagar, justificativa para os 62,8 milhões de brasileiros com o CPF negativado no ano de 2018, segundo SPC. Destacando a pertinência do jovem obter conhecimento relacionado ao seu estilo de vida e sobre como administrar ,de maneira eficaz, as suas finanças.
Portanto, para que as gerações futuras tenham responsabilidade financeira, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Economia deve criar um projeto publicitário que seja divulgado por meio de veículos midiáticos (TV, rádio, redes sociais etc), propagando maneiras rentáveis e acessíveis de administrar uma renda familiar, com vertentes previsíveis e seguras, a fim de disponibilizar informações verídicas de modo dinâmico sobre renda extra e tipos de investimentos, como o Tesouro Direto, Renda fixa e até mesmo o Mercado de Ações. Com isso, espera-se que a população brasileira e famílias ganhadoras de prêmios de loteria saibam administrar, conscientemente, as suas finanças.