A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 23/10/2020
Com o advento da Revolução Industrial, tornou-se possível a ascensão econômica devido à mobilidade social que se instaurou. Entretanto, em decorrência da falta de conhecimento financeiro e a consequente fluidez social, que preza bens materiais como símbolo de condição gregário, têm-se mais dívidas do que lucro. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de melhorar a economia brasileira.
Em primeiro lugar, nota-se que o pensamento do filósofo Adam Smith faz-se presente. Segundo ele: “O que gera riqueza é o trabalho”. Porém, esta fica retida em uma pouca parcela da população, uma vez que a classe trabalhadora, por não ter conhecimento financeiro básico, obtém a condição de inadimplente. Dessa forma, a economia brasileira é inteiramente afetada, fazendo com que o país adquira um status devedor.
Por conseguinte, é evidente a superficialidade social, que mesmo em condições financeiras alarmantes, preza pelo consumo. Assim, como dito pelo filósofo Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, vivemos em tempos superficiais, nos quais tem-se a preocupação com o ter e não com o ser. Desse modo, gastos exorbitantes, principais causadores de dívidas, tornam-se banais. Ademais, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Economia, 4 em cada 10 brasileiros terminaram o ano de 2019 como devedores, resultado da inexistência da educação financeira.
Portanto, são os evidentes os problemas causados pelo mau direcionamento econômico. Sendo assim, concerne ao Ministério da Educação, em união com o Ministério da Economia, a instauração da matéria obrigatória de ensino financeiro básico nas redes de ensino. Esta, deve ser incluída desde a educação básica, feita com a ajuda de profissionais da área, por meio de aulas teóricas e práticas, visando assim, a melhora gradativa da condição socioeconômica. Com tais implementações, tal problema passará a ser uma mazela passada na história brasileira.