A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o a educação financeira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da influência dos pais, quanto da pobreza, pois o que a pessoa recebe ela precisa gastar pra se alimentar. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) quanto aos direitos básicos que asseguram o bem estar e a qualidade de vida da pessoa humana, tais como o acesso á saúde, segurança e educação, sobretudo financeira, que torna-se um dos pilares para o desenvolvimento econômico do país. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste pode ser refletido no atual cenário brasileiro. Segundo dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 3% dos jovens brasileiros são capazes de lidar com questões financeiras mais complexas.

Deve-se, ainda, salientar a escassez de iniciativas políticas que incentivem a população a buscar a aprendizagem financeira, bem como a ausência de interesse social a respeito dessa busca, devido a complexidade e demanda temporal do conteúdo, como impulsionadores de tal circunstância. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, fica explícito que a liquidez sobre os processos educacionais, de quaisquer âmbito, possuem grande impacto no desenvolvimento e progresso dos indivíduos.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a educação financeira, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e do Governo, será revertido em ajuda para essas pessoas, através de palestras que ensinem a economizar dinheiro, ensinando aos pais e aos jovens, e também o Governo aumentando o salário mínimo para que as pessoas consigam ter um vida melhor. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da educação financeira, e a coletividade alcançará a Utopia de More.