A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/10/2020
De acordo com os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 41% da população adulta do país terminaram o ano de 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado. Nesse contexto, no Brasil contemporâneo, é notório a necessidade de avaliar a educação financeira na vida da população brasileira. Em decorrência de uma sociedade extremamente consumidora somadas a ausência educacional financeira negligenciada pelo Estado e pela família, é inegável que os consumidores enfrentarão possíveis problemas financeiros e psicológicos. Dessa forma, é imprescindível medidas socioeducativas e econômicas que amparem toda a população brasileira.
Inicialmente, é vital salientar que em uma sociedade imensamente consumidora há uma certa dificuldade do controle financeiro. Segundo o escritor brasileiro Augusto Cury, estamos inseridos em uma sociedade consumista em que os desejos pessoais prevalecem sobre os projetos essenciais. Tendo isso em vista, o interesse em gastar dinheiro com o desnecessário -apenas para agradar o próprio ego- favorece o descontrole com os gastos, todavia, um individuo provido de uma educação financeira de qualidade saberia que o certo seria criar uma reserva monetária, para possíveis imprevistos futuros a exemplos de problemas de saúde ou até mesmo a perda do emprego.
Adicionalmente, deve-se analisar, como causa principal para o impasse, a ausência de disciplina em gerir recursos financeiros. Esse mau gerenciamento leva a falta desse recurso, tornando necessário buscar empréstimos em bancos privados e até mesmo em agiotas, no qual os juros são exorbitantes, assim, quando o empréstimo é realizado, teoricamente as dividas só aumentaram e quando o endividado não possui o dinheiro para quitar seus empréstimos surgem problemas psíquicos como: depressão, stress e ansiedade. Além disso, conforme o pensamento do filósofo Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, logo, uma sociedade no qual uma boa educação financeiro é desfrutada, encontra-se uma economia seriamente saudável.
Urge, portanto, a necessidade da busca para solucionar as causas desse embate. De maneira basal, o Governo Federal, precisamente o Ministério da Educação deve alterar a grade curricular de todas as escolas de modo a complementarem o ensino com aulas educacionais de cunho financeiro, com a finalidade de criar o hábito nos estudantes de cuidar do próprio dinheiro pelo resto da vida, consumindo apenas com útil. Outrossim, o Ministério da Economia tem de promover campanhas publicitarias nas redes televisíveis e nas redes sociais, com o intuito de incentivar a população em reavaliar os gastos, planejar o orçamento e buscar criarem reservas para possíveis problemas econômicos futuros.