A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2020
No final do século XV, surgiu na Europa o sistema capitalista, impulsionado pelas ideias calvinistas de valorização do trabalho e da poupança. Na contemporaneidade, essas ideias refletiram na forma de a sociedade lidar com o dinheiro, e a evolução desse cotidiano exibe problemas como o endividamento de algumas famílias brasileiras. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância desafiadora, que é ainda agravada tanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais quanto pela ineficácia de ações políticas.
Em princípio, por a educação financeira ser pouco difundida, grande parte das famílias e outras instituições sociais como as escolas subestimam a importância de conhecimentos sobre economia doméstica, além de se ausentarem da discussão acerca do tema. Nesse sentido, verifica-se que, mesmo após avanços na área de educação, ainda há muita desinformação a respeito de educação financeira por parte dos brasileiros, o que faz que, muitas vezes, as medidas de combate ao endividamento familiar permaneçam apenas no papel.
Ademais, no contexto relativo à questão pública, apesar dos esforços do Estado, como o montante investido no Ministério da Economia e no Ministério da Educação a fim de garantir, respectivamente, o bem-estar econômico e a educação financeira dos brasileiros, muitos cidadãos ainda enfrentam problemas quando se trata de dinheiro. Prova dessa debilidade são dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que mostram que aproximadamente 61 milhões de brasileiros começaram o ano com alguma dívida, o que exibe a atual gravidade do problema e a falta de medidas efetivas para combatê-lo. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento por parte das autoridades competentes para resolver a questão do endividamento no Brasil.
Portanto, com o objetivo de consolidar uma mentalidade social que valorize o bem-estar econômico no Brasil, compete a mais famílias, empresas e até setores da imprensa ampliar, por meio, respectivamente, de mais diálogos domésticos, cartilhas educativas, palestras ou documentários em horário nobre sobre o tema, a necessária preocupação com o controle econômico. Além disso, cabe ao governo federal intensificar investimentos em políticas públicas para garantir condições favoráveis ao acesso à educação financeira pelos brasileiros, por meio de uma reestruturação orçamentária capaz de destinar ao Ministério da Educação mais recursos específicos para contemplar essa questão. Assim, será possível que os cidadãos disponham, de fato, de conhecimentos suficientes para evitar problemas econômicos.