A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/10/2020

Com o advento da Revolução Industrial, a sociedade e a economia do século XVIII passam a ser movidas pela acumulação de riquezas, visando exclusivamente o lucro. Apesar do lapso temporal, percebe-se que o dinheiro ainda é a força motriz impulsionadora da economia e sociedade, e saber como utilizá-la a seu favor é essencial no mundo globalizado e capitalista. No entanto, nota-se que o Brasil possui um déficit no que diz respeito à educação financeira, comprovado com a crise econômica na qual se encontra, e portanto, é preciso entender o que motiva a importância, bem como os entraves que impedem a efetivação dessa educação.

Antes de tudo, é fato perceber que a educação financeira é uma ferramenta indispensável para o homem pós-moderno. Isso ocorre porque o planejamento econômico está diretamente ligado à construção de um cidadão consciente e cauteloso, garantindo autonomia e participação economicamente ativa no corpo social. Essa questão pode ser exemplificada em países como Dinamarca e Noruega, líderes do ranking dos países mais letrados economicamente, em que o planejamento financeiro reflete nos índices de desenvolvimento. Assim, a educação financeira contribui para o surgimento de maiores oportunidades, formentando o crescimento dos países como um todo.

Analisa-se, em contrapartida, a dificuldade dos brasileiros em gerir seu próprio orçamento. Tal fato pode ser justificado pela ausência da implementação de uma educação financeira desde a infância, período no qual o indivíduo cria gradativamente autonomia intelectual e senso financeiro. Dessa forma, por não serem letrados financeiramente, a população age economicamente baseada em decisões pessoais, o que prejudica suas finanças. Essa questão pode ser observada na teoria da “Economia Comportamental” do economista Richard Thaler, na qual disserta que a falta da educação financeira impede que os seres humanos sejam sempre racionais, o que justifica suas atitudes e, consequentemente, afeta a economia do país.

Nota-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse contexto, cabe ao MEC implementar na grade curricular dos ensinos Básico e Médio, a matéria de educação financeira. Tal ação deve ocorrer por meio de materiais gráficos e didáticos, por exemplo, aprender a calcular e ter noção de custo, venda e lucro, para que estimule o planejamento econômico desde os primeiros anos de vida. Assim, a formação financeira como um dos componentes curriculares irá fortalecer a vida dos cidadãos e do país.