A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/10/2020
Consoante o filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele. Nesse contexto, nota-se a importância da educação financeira na vida social dos cidadãos. No entanto, seja pela ausência de ensino financeiro no país, ou da falta de planejamento econônomico, o conhecimento administrativo das finanças está longe de ser uma realidade ampla para toda população. Logo, salienta-se a necessidade de políticas públicas que mudem o cenário dessa problemática.
Em primeira análise, a carência educacional no âmbito da economia forma indivíduos despreparados financeiramente. Nessa perspectiva, conforme o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, entende-se que o ensino é a principal maneira de intervir na formação de cidadãos conscientes e capazes de administrar os recursos pessoais, visto que segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) 45% dos brasileiros não controlam as próprias finanças, ou seja, a aprendizagem econômica é imprescindível.
Ademais, em meados do século XX, o início do Capitalismo Monopolista promoveu mudanças no hábito financeiro da população mundial, devido a concessão de crédito facilitado por bancos e lojas. Todavia, o que deveria ser uma vantagem, se tornou um impasse frequente na realidade dos brasileiros, posto que tão facilidade está diretamente ligada ao endividamento. Assim, de acordo com informações coletadas pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), grande parte das pessoas com contas em atraso não tem noção de quanto realmente devem. Desse modo, entende-se que a falta de planejamento econômico contribui para o acúmulo de dívidas das famílias.
É evidente, portanto, que a educação financeira é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Sendo assim, cabe ao Governo em parceria com Ministério da Educação, executar mudanças nos métodos educacionais, por meio da criação de uma disciplina específica para economia, esta que deve ser executada por profissionais especializados na área, com intuito de possibilitar acesso ao aprendizado econômico a todos. Urge também, que as escolas disponibilizem dinâmicas que incentivem o gerenciamento dos recursos pessoais de forma consciente, por intermédio de projetos e atividades lúdicas, com a participação de economistas e familiares, a fim de que os indivíduos tornem-se mais preparados para controlar as próprias finanças.