A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/10/2020
Durante o governo de Fernando Collor, houve o confisco da poupança sobre os valores acima de 50 mil cruzados. Essa medida, a qual fazia parte do Plano Brasil Novo, foi responsável por um “surto” de suicídios entre a sociedade brasileira. Paralelamente, a importância da educação financeira foi negligenciada no cotidiano do cidadão. Isso aumenta a inadimplência nas relações sociais e pode ser explicada pela passividade estatal. Portanto, inferem-se medidas que atenuem essa problemática.
Nessa perspectiva, fica visível a falta de incentivos referentes ao planejamento financeiro tanto nas escolas como no cotidiano civil. Segundo Karl Marx, filósofo alemão, o governo do Estado é um comitê para gerir os negócios comuns da burguesia. Analogamente, existe, no panorama canarinho, um contexto de subversão das classes pobres e de continuidade das desigualdades devido à falta de políticas públicas para a educação financeira da sociedade. Dessa forma, esse imbróglio impede a ascensão e melhoria das condições de vida dos cidadãos.
Outrossim, é importante discorrer a respeito da inadimplência decorrente da negligência educacional. Para Émile Durkheim, o indivíduo é construído socialmente a partir de suas experiências e aprendizados até a vida adulta. Nesse sentido, cria-se uma concepção errónea nos cidadãos de falta de importância no que diz a respeito ao planejamento financeiro. De forma conseguinte, é cotidiano os casos de acúmulo de dívidas e consumo exacerbado. Assim, ações para atenuar esse contexto são necessárias.
Frente ao argumentado, fica clara a necessidade de mudança desse cenário malicioso. Logo, cabe ao Ministério da Educação executar uma reforma na base curricular por meio da implantação da educação financeira como matéria obrigatória a ser cumprida nas escolas públicas para que haja a formação de um corpo docente instruído e capaz de se planejar monetariamente. Somado a isso, o Ministério de Desenvolvimento deve fornecer cursos de organização financeira para o público adulto com foco nas periferias. Somente assim o cenário de Collor não será reproduzido.