A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/10/2020

É notório que o Brasil é um país desigual e foi apontado por diversos economistas que uma das chaves para a resolução desse problema é a educação financeira. Porém, bancos e agências de crédito dificultam intencionalmente o processo de liberdade financeira do cidadão pois o seu lucro deriva da ignorância geral sobre o bom uso do crédito.

“Pode-se notar quanto Brasil é um país desigual, 1% da população ganha mais que 53% do povo. A maior parte do povo não sabe gerir suas próprias finanças”, afirma o economista Eduardo Moreira. Ademais, Moreira aponta os bancos como os culpados pela ingenuidade monetária do brasileiro. De acordo com o economista, o cidadão é incentivado a permanecer no vermelho. Um exemplo disso são os bancos que pagam por anúncios no aplicativo do Serasa (órgão de proteção ao crédito), mesmo para quem ainda tem o nome sujo, pois seu lucro deriva de altos juros e multas cobrados sobre o crédito oferecido.

À medida que os lucros dos bancos crescem a inadimplência da população sobe. Conforme dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), em 2018, 41% dos CPFs da população foram negativados. Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que 74% dos aposentados dependem de parentes ou de caridade para sobreviver. Para o analista de investimentos Fábio Faria, os dados refletem uma educação financeira medíocre.

Em suma, para que o brasileiro fique financeiramente livre é preciso educar a população e criminalizar bancos que dificultem esse processo. É preciso que o Ministério da Economia e o Ministério da Educação espalhem educação financeira nas escolas, em aulas tradicionais, e em campanhas publicitárias, televisas e em meios digitais. Bem como deputados devem escrever, e senadores aprovarem, leis que proíbam propagandas crédito em órgãos públicos, como o Serasa, e os criminalizem por isso.