A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 30/09/2020

“Cada um guarda a propriedade de sua própria pessoa; sobre esta ninguém tem qualquer direito, exceto ela.” O pensamento do filósofo inglês John Locke reflete a importância da administração correta do capital privado na vida do indivíduo, situação ainda utópica no cenário brasileiro atual, o que colabora para a consolidação de uma mentalidade consumista e para a formação de uma sociedade de inadimplentes. Diante disso, convém preparar a população no que se refere à gestão financeira pessoal.

Nessa perspectiva, o filósofo iluminista, Jean Jacques Rousseau afirma que o homem é o produto do meio, logo, reproduz os estímulos, sobretudo midiáticos, aos quais é submetido, levando a um comportamento compulsório de consumo. Por conseguinte, há uma inversão de valores, sendo priorizados bens inicialmente secundários, onerando o orçamento, podendo levar a uma futura falência. Visto isso, é evidente a necessidade de investir no ensino monetário.

Outrossim, o manejo incorreto de capital está diretamente associado ao aumento do número de inadimplentes no país. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a nação verde-amarela apresentava 41% da população ativa com CPF negativado por conta do acúmulo de dívidas, comumente causadas por gastos supérfluos. Desse modo, é imprescindível conscientizar as massas quanto ao planejamento econômico.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação incluir no roteiro pedagógico escolar aulas de educação financeira ministradas por professores e especialistas da área, além de promover palestras e debates, de modo a instruir os alunos a respeito da importância da temática. Compete, ainda, ao órgão, incentivar o consumo consciente por meio de campanhas em larga escala. Assim, o indivíduo estará capacitado a exercer seu direito em plenitude e guardar sua propriedade, tal qual afirma Locke.