A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/09/2020
A música “7 rings” da cantora norte-americana Ariana Grande fez alteroso sucesso e tornou-se um hino para ostentação e poder monetário em todo o mundo. Nessa perspectiva, o brasileiro representa muito bem o anseio consumista retratado na canção da artista citada, visto que milhares de cidadãos têm o bem-estar e estabilidade financeira marcados por uma latente banalização do consumismo e desestruturação na vida econômica que deveria ter sido trabalhada na juventude. Logo, hão de ser mitigados os impasses da problemática.
Em primeira análise, faz-se imperioso denunciar os interesses econômicos das grandes empresas como influência ao consumo irresponsável. Nessa seara, conforme à teoria Habitus, elaborada pelo sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, reproduzidos pelos indivíduos, promovendo o padrão de consumo e atordoando o sistema financeiro de consumidores em massa. Assim, o corrobora para banalizar a prudência consumista e deturpa o essencial ideário financeiro.
Convém ressaltar, ainda, a indiligência da família brasileira em promover a plena doutrina monetária fundamental para um futuro cidadão. Nessa conjuntura, o artigo 53 da Constituição prevê o direito ao ensino do jovem no preparo para o exercício da cidadania e qualificação do trabalho, fazendo-se inteligível a premência da educação financeira no lar e no âmbito escolar, que tem raízes amargas de desleixo e despreparo. Então, vê-se que a lei está sendo ferida por uma sociedade negligente.
Dessarte, é indubitável que a educação financeira configura-se como um inclemente entrave para o bem-estar do cidadão brasileiro. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Comunicação promover campanhas socioeducativas sobre como e o porquê de consumir de forma consciente aos jovens e adultos, além disso o Ministério da Educação promover atividades multidisciplinares para o exercício da importância financeira. Dessa forma, 7 rings será cantado como forma de denúncia, e não influência.