A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 29/09/2020

“O dinheiro não traz felicidade - para quem não sabe o que fazer com ele”. Machado de Assis exemplifica em sua frase uma das características que se faz presente ainda na vida das pessoas: a falta de domínio sobre o dinheiro. Mas, o comprometimento da estabilidade patrimonial dos cidadãos é associado a escassa administração sobre as finanças e o desconhecimento sobre a conduta adequada do consumidor. Logo, as Secretarias de Educação ao promover campanhas e ampliar o alcance da educação financeira, por meio das escolas e a criação de cursos, podem solucionar esse déficit.

Outrossim, a crise de 1929 nos EUA demonstrou o poder destrutivo do consumismo, especulação e empréstimos, porém, ainda é possível observar o mesmo comportamento compulsivo atualmente. A criação da compra parcelada, entretanto, pode ser vista como uma solução ou um grande erro, uma vez que não há a conscientização adequada a respeito da sua forma devida de gestão, levando muitos a condições preocupantes, como o confisco de bens e a perda da renda particular. Dessa forma, a criação de cursos sobre como fazer uma melhor gerência sobre os seus gastos, tanto da perspectiva financeira como mental, e sendo de fácil e amplo acesso, pode apaziguar a vida monetária das pessoas.

Ademais, atitudes compulsivas são fatores que também promovem a instabilidade do capital das pessoas. Todavia, saber lidar e administrar os custos particulares requer uma saúde mental equilibrada, pois assim é possível consumir de modo responsável, sem pôr em risco investimentos e poupanças. No filme “Os delírios de Consumo de Becky Bloom”, a personagem principal tenta controlar suas reações compulsivas pela compra, as quais resultam na sua grande complicação financeira. A vida de Becky Bloom demonstra a situação de muitos indivíduos na sociedade, dessa forma, é primordial que a estimulação do equilíbrio mental e a conscientização sobre os malefícios da impulsividade no consumo sejam efetuados.

Em síntese disso, ter o conhecimento sobre a gestão do dinheiro e saber lidar com o ações compulsivas formam a base da educação financeira, a qual deve abranger todos na sociedade, diminuindo questões como o endividamento e a falta de crédito no setor financeiro. Portanto, promover o ensino monetário para os cidadãos é fundamental, além de se um benefício pessoal pode também auxiliar na melhora da economia do Estado. Tal postura, tomada pelas Secretarias de Educação juntamente com instituições bancárias, pode ajudar nessa deficiência econômica e social.