A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/10/2020

Primordial porém omitida. Eis como definir a atual questão da educação financeira para inúmeros cidadãos brasileiros. Apesar da necessidade vigente de um planejamento econômico e da compreensão da influência monetária no contexto hodierno, a ausência da iniciativa familiar além da influência escolar na mudança do imbróglio impedem na formação de uma população consciente. Sendo assim, urge que a questão seja analisada visando, portanto, reverter as consequências de indivíduos não informados.

Nesse viés, é fulcral relatar como falta de estímulo familiar afeta no desinteresse futuro de jovens no nicho monetário. Para ressaltar tal visão, faz-se necessário mencionar a máxima se Pitágoras, na qual ele aponta : “Educai as crianças e não será necessário punir os adultos”. Logo depreende-se que,  quando pais não estimulam crianças e jovens a compreenderem a importância do dinheiro, como utilizá-lo no dia a dia além das formas de aplicá-lo no futuro, gera adultos despreparados para lidar com o mercado financeiro e cada vez mais sucestíveis à inadimplência, dívidas e dificuldades de planejamento econômico. Dessa forma, a intervenção familiar ainda na juventude é fundamental para a mudança do cenário atual.

Ademais, ainda é válido apontar a escola como agente favorável à tranformação dos cidadãos. Em sua canção “Estudo Errado” Gabriel, o Pensador critica um sistema de ensino obsoleto e tecnicista, no qual o aluno frequenta o ambiente escolar mas não é instruído de um meio correto. De maneira análoga, as escolas brasileiras enfrentam empecilhos na formação de alunos, principalmente no que tange àquilo fundamental na vida adulta. Uma vez que, ao lecionar apenas o necessário para a entrada desses em universidades, é descartado completamente as habilidades necessárias para o prosseguimento nessa fase da vida, como a necessidade do conhecimento finaceiro. A partir disso, criam-se milhares de jovens adultos desprovidos dessas informações, os quais se dispõem amplamente ao mercado de trabalho. Logo, a intervenção escolar é primordial.

Destarte, é fato que inúmeros cidadãos brasileiros são leigos na educação financeira. Portanto, o Ministério da Edução em ação conjunta com as secretarias de estado deve promover uma mudança na BNCC (Base Nacional Curricular Comum) das escolas em todo o território nacional, implementando a disciplina de finanças dos níveis de ensino fundamental e médio, de maneira proporcional à idade do discente. Isso se dará através de aulas interdisciplinares abordando a importância da administação, juros, impostos e o básico necessário para a vida adulta, a fim de formar cidadãos mais conscientes. Assim, os adultos do futuro, citados por Pitágoras, não serão mais punidos.