A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 23/09/2020

O filme brasileiro “Até que a Sorte nos Separe” conta a história de Tino, um homem,classe média, que ganha na loteria. Contudo, sem saber administrar sua fortuna, acaba falido em 10 anos. Com isso, ele busca ajuda de um consultor financeiro, na esperança de reverter o que havia feito. Esse filme é um grande exemplo do quão a educação financeira é importante na vida dos cidadãos. Apesar de valiosa, escolas do Brasil ainda não possuem a educação financeira dentro da grade curricular. Assim como, o descaso com a parte adulta da população que não tiveram a oportunidade e a possibilidade de estudarem educação de finanças.

Em 2019, a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil) em parceria com Serasa Consumidor e Serasa Experian divulgou uma pesquisa que mostra que um a cada três estudantes afirmou ter aprendido a importância de poupar dinheiro depois de participar de projetos de educação financeira. Outros 24% passaram a conversar com os pais sobre o tema e 21% aprenderam mais sobre como usar melhor o dinheiro. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em 2020 todas as escolas públicas e particulares deviam abordar a educação financeira dentro do currículo. Porém, com tudo que está acontecendo esse ano, os ajustes podem não ser feitos, o que com a demora prejudica a formação de milhares de estudantes.

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL), revela que oito em cada dez entrevistados não sabem como controlar as despesas. Ademais, existem projetos que auxiliam a educação, portanto, eles são direcionados apenas para a parte jovem da população, colocando os adultos em desvantagem.

Logo, devemos observar que muitos indivíduos acreditam não ser algo essencial por não serem permitidos entender a situação. De modo que, organizações governamentais não proporcionam a devida explicação sobre finanças, tanto para adultos quanto para jovens. Por isso, o adiamento de decisões como a educação financeira nas escolas é preocupante, levando em consideração que muitos jovens irão terminar o ensino médio esse ano sem ao menos saberem o básico da educação financeira.

Portanto, o engajamento do Governo para com as pessoas que ainda não entendem nada ao respeito não está sendo suficiente. Em síntese, aulas gratuitas, palestras e até estimulações feitas por panfletos e cartazes, seria a atitude a ser tomada. Para que, aqueles leigos de educação, possam ter a oportunidade de aprender e entender. E assim, poderem administrar suas despesas com sabedoria.