A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/09/2020
Planejamento econômico. Essa é a melhor ação a ser desenvolvida por todos a fim de maximizar as benesses da educação financeira no cotidiano do brasileiro. Entretanto, essa prática não tem atingido seus objetivos devido à omissão escolar e à trivialização da ausência desse ensino na vida do indivíduo. Destarte, uma remodelação da postura apática dos corpos estatal e social deve ocorrer iminentemente para que o cidadão aprenda a organizar suas finanças de modo a melhorar sua vida.
Nesse sentindo, a omissão escolar configura um dos maiores desafios para a difusão da educação econômica. Isso se justifica pelo fato de o ambiente pedagógico tornar-se pragmático em razão de tanto ensinar aos jovens apenas conhecimentos acadêmicos, quanto negligenciar a formação do jovem para a vida social, a exemplo da ausência de um ensino financeiro, circunstância a qual justifica a atual situação de endividamento do cidadão, visto que ele não foi preparado na escola para administrar sua despesas. Diante disso, tal cenário é presente no Brasil, uma vez que, devido à lógica capitalista, as instituições educacionais direcionam a educação para a obtenção de resultado em processos avaliativos com o fito de usar o marketing na atração de estudantes e investimentos, condição explicitada por Guy Debord, em sua obra “A Sociedade do Espetáculo”. Em síntese, uma reformulação na grade de ensino das escolas mostra-se como eficaz alternativa frente a esse impasse.
De fato, a filósofa Hannah Arendt defende a normalização das mazelas sociais como principal fomentadora delas. Em face disso, tal pensamento é observado na atual conjuntura nacional em virtude de o cidadão se manter inerte quanta à ausência da educação financeira do brasileiro, haja vista ele não só considerar esse ensino dispensável e sua omissão natural, como também não conhecer os impactos de sua falta. Outrossim, esse contexto reflete uma sequela terrível na sociedade: a retração da economia, já que sem a educação econômica, o brasileiro fica muito susceptível ao endividamento, situação a qual ocasiona tanto o subconsumo, quanto a redução do comércio nacional. Dessa maneira, caso não haja limites para essa disfunção, o corpo social conviverá com uma crise econômica.
Portanto, urgem ações por parte do ator social com o intuito de instruir o planejamento financeiro ao brasileiro para melhorar sua qualidade de vida. Para tanto, o Ministério da Educação deve criar um plano de ação nacional para o ensino econômico, bem como reformular o comportamento da sociedade- atividades relevantes para ensinar ao cidadão os benefícios desse ensino e como praticá-lo. Ademais, tais empreitadas sociais serão executadas mediante a reformulação da grande curricular das escolas e a realização de projetos educativos. Por fim, objetiva-se formar um corpo social tanto ciente da importância da educação econômica, quanto capaz de utilizá-la em seu cotidiano.